Inovação Global

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Base para o sucesso de projetos globais de inovação, como administrar a inovação global

Práticas tradicionais não servem, é preciso normas mais estritas, monitoradas lá do alto.

Empresas sabem muito bem que suas operações ao redor do mundo ocultam um verdadeiro tesouro de ideias e recursos para inovação. Só que está sendo mais difícil do que esperado descobrir essas ideias ou explorar esses recursos em projetos globais de inovação. Alguns desafios de projetos globais são conhecidos: definir o papel certo para altos executivos ou achar o equilíbrio entre processos formais e informais de gestão de projetos.

Mas, embora os desafios possam ser conhecidos, o mesmo não pode se dizer das soluções; o que funciona para um projeto de inovação tocado em um único lugar, não funciona necessariamente para um projeto distribuído por várias instalações ao redor do mundo. Parte da explicação é que muita coisa importante para a inovação ocorre naturalmente quando estão todos sob o mesmo teto. um projeto em um único lugar se vale de grandes reservas de conhecimento tácito comum e confiança mútua. Se há algum problema, a chefia está por perto para tomar decisões e dar orientação e apoio. Língua, cultura e normas de membros da mesma equipe são as mesmas, o que traz flexibilidade e permite o aprendizado interativo à medida que o projeto avança.

Já quando o projeto pega várias instalações, muitos desses benefícios naturais se perdem. Parte do desafio da inovação dispersa é, portanto, saber como reproduzir aspectos positivos da proximidade física sem deixar de aproveitar as vantagens singulares de uma iniciativa global. Depois de mais de uma década de pesquisas em 47 empresas renomadas do mundo todo, chegamos a conclusão que alguns princípios são necessários para uma boa gestão de projetos de inovação global.

Comece pequeno - Um dos grandes viabilizadores da inovação dispersa é a experiência acumulada por unidades no trabalho em projetos globais. Por maior que seja a qualificação técnica ou o conhecimento do cliente de uma unidade, quem trabalha ali vai penar para dar uma contribuição condizente com sua capacidade a um projeto global se só tiver experiência no trabalho com gente sob o mesmo teto. É que em projetos restrito a uma única unidade, os integrantes da equipe se beneficiam do conhecimento tácito coletivo e do contexto comum, o que permite uma comunicação rica e ajuda a estabelecer confiança entre colegas. Sem interação e contato cotidianos, é difícil para as pessoas sinalizar confiança e demonstrar competências. Para funcionar, uma equipe dispersa precisa conduzir, antes do início do projeto, pequenas inciativa dispersas que envolvem apenas duas ou três instalações. Para estabelecer confiança entre as partes, promova uma série de pequenos projetos conjuntos, sob estrita supervisão de altos gerentes. Ao final do primeiro projeto as equipes já começam a mostrar desenvoltura na colaboração com colegas de outros lugares. Rapidamente se estabelece um consenso sobre práticas e protocolos de trabalho, fortalecendo a confiança e dando uma boa base para iniciativas globais mais complexas no futuro.

Garanta um contexto organizacional estável - Durante períodos de grande mudança na organização, como reestruturações ou integração de empresas adquiridas, a complexidade da inovação dispersa sobe. Já que a atenção dos altos gestores normalmente está voltada à outro ponto da organização, projetos globais ficam órfãos, desencadeiam então disputas territoriais. Membros da equipe podem temer pela segurança do emprego e perdem o foco. Não dá para realizar projetos globais de inovação somente em momentos de estabilidade sustentada. Logo gerentes precisam prever possíveis efeitos tóxicos de mudanças na organização e proteger as equipes globais o máximo possível de solavancos, criando ambiente de estabilidade e reforçando o sentido de valor próprio do trabalhador e sua lealdade.

Atribua a responsabilidade por supervisão e apoio a um alto gerente - Quando a base de conhecimento subjacente a um projeto é fragmentada e a equipe do projeto está espalhada por vários lugares, cresce muito o risco de falhas na comunicação, de conflitos e de impasses em torno de decisões cruciais. Então altos gerentes têm de assumir o papel formal de árbitros, gerentes de risco, fontes de apoio e responsáveis finais pela decisão. Empresas que sabem lidar com a inovação global dão a altos executivos um papel explícito em todo projeto.

Use uma gestão de projetos rigorosa e líderes de projetos tarimbados - Além de um alto executivo comprometido, um projeto de inovação global precisa de uma equipe forte de gestão para conduzir os trabalhos no dia a dia e líderes fortes amparados por ferramentas e processos robustos. Isso é necessário para impor disciplina, estrutura e um senso comum de propósito em instalações envolvidas. Há várias maneiras de abordar esses desafios: adotar programas rigorosos de qualidade para levar recursos formais de gestão a projetos globais, montar um núcleo de gestão de projetos (eles viajarão muito e terão contato com distintas partes da empresa, adquirindo assim um traquejo transcultural). É importante observar que projetos de inovação global são tão complexos que ferramentas e processos comuns nem sempre surtem efeito.

Ponha uma instalação no comando - Toda unidade envolvida na inovação global vai ver o projeto pelo prisma de sua contribuição e de seu contexto. Daí ser inviável dar o mesmo peso a todas, ainda que sua experiência e seu Know-how sejam equivalentes. É preciso colocar uma unidade na liderança, que fique responsável pela conclusão do projeto dentro de prazos e orçamentos. ter uma unidade no comando garante rapidez na tomada de decisões e a conclusão do projeto sem estourar prazos nem orçamentos.

Pare para definir a inovação - Quem trabalhou em um projeto tradicional sabe que o produto ou serviço finais nem sempre correspondem ao imaginado. Essa é uma das grandes vantagens da inovação sob o mesmo teto. Já que todos os envolvidos estão em constante comunicação, é possível um aprendizado e uma adaptação contínuos, permitindo que o formato do produto ou serviço melhore ao longo do projeto. Quando o projeto é distribuído por fusos horários, culturas e línguas distintos, há pouca espaço para o aprendizado iterativo. É preciso definir tudo já de início. Embora seja natural a tentação a mergulhar o antes possível no desenvolvimento, estudos mostram correlação positiva entre o investimento na definição de metas e especificações técnicas e o sucesso de projetos. Não há como definir bem um projeto global sem algum contato ao vivo entre departamentos e instalações envolvidos. Essa proximidade forja relacionamentos estabelece confiança logo de início e permite a partilha de ideias e conceitos complexos.

Distribua recursos com base na capacidade, não na disponibilidade - Quando o projeto é restrito a uma única unidade, raramente se discute qual a melhor maneira de montar a equipe, pois o lugar supostamente foi escolhido porque o pessoal ali tem a capacitação e o know-how necessários. Já no caso de um projeto global, é preciso muita atenção na seleção do pessoal, para incluir na equipe o que há de melhor em conhecimento e recursos. É muito comum, a empresa encarar um projeto global como oportunidade para dar o uso mais eficiente possível a recursos humanos. Não entra na equipe quem é mais qualificado, mas quem está disponível naquele instante, o risco assumido naquele projeto não vai valer a pena. Fiar-se à disponibilidade de pessoal na hora de montar equipes solapa totalmente a lógica na base da inovação global, que é reunir o que há de mais destacado e diferenciado em conhecimento e recursos mundo afora para criar inovações únicas.

Garanta redundância de conhecimentos suficiente para a colaboração - Embora o certo seja escolher unidades para um projeto com base nos recursos e no conhecimento únicos que podem trazer, também é preciso haver um pequeno grau de sobreposição de conhecimentos entre unidades. Sem isso interdependências crucias entre módulos podem não ser evidentes até a hora da integração, quando corrigir um problema custa caro. Isso não significa duplicar o conhecimento de outras unidades, mas entender suficientemente o que fazem para prever potenciais interdependências e interfaces no processo de desenvolvimento.

Limite o número de terceirados e parceiros - Na maioria dos projetos de inovação hoje em dia, parte do trabalho é terceirizada ou feita por parceiros de desenvolvimento para garantir o acesso a competências específicas, reduzir o tempo de desenvolvimento ou cortar custos. A última consideração na hora de montar uma equipe de projetos globais é a seleção desses colaboradores externos. Administrar o relacionamento com partes externas consome tempo e energia. Por isso reduzir ao mínimo o número de terceirizados ou parceiros de fora, faz sentido. Como é imprescindível usar unidades internas com experiência no trabalho em colaboração, é mais fácil e menos arriscado recorrer a empresas externas que sejam confiáveis e conhecidas.Escolher parceiros ou terceirizados perto de uma das unidades internas envolvidas no projeto também irá reduzir o potencial de mal-entendidos entre uma cultura e outra e facilitará a comunicação.

Não aposte apenas na tecnologia para a comunicação - Em última instância, o sucesso na execução de um projeto global depende de canais de comunicação que busquem, reproduzir a riqueza da comunicação de indivíduos sob o mesmo teto. Em uma única unidade, um contexto comum, cultural, organizacional, funcional e tecnológico, facilita a discussão de ideias complexas e a solução de problemas informalmente. Tecnologias de informação e comunicação, obviamente têm um papel a exercer, mas deve-se evitar o recurso excessivo a essas ferramentas, já que tendem a mascarar diferenças entre unidades, levando a mal-entendidos e tensão. Além dessas tecnologias, o arsenal de comunicação deve incluir generosa verba para viagens, visitas em pessoa, reuniões da equipe do projeto e transferência temporária de indivíduos cruciais. Criar uma rede de linhas de subordinação entre unidades, faz a equipe sentir a lealdade e ter a sensação de pertencer ao projeto global. além disso força a comunicação e a troca de conhecimentos. Uma empresa bem integrada globalmente entende a importância de uma abordagem extensiva de comunicação.

Seguir apenas um ou dois desses passos pode até produzir vitórias passageiras em certos projetos, mas não bastará para produzir um fluxo de resultados positivos. É preciso adotar e ir burilando ao longo do tempo todas as melhores práticas aqui sugeridas. Não é fácil adquirir essa capacidade de inovação global, mas para empresas desprovidas de tarimba e de processos para administrar projetos globais de inovação, as alternativas estão em forte contraste. uma boa escolha é sem dúvida, começar hoje mesmo a adquirir a capacidade de inovação global para tirar proveito do custo menor de desenvolvimento, da agilidade na chegada ao mercado e acima de tudo, da capacidade de explorar conhecimento disperso para ganhar vantagem competitiva.

Fonte - Revista Harvard Business Review

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