Varejo não cruza fronteiras

Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela inativa
 

O apelo da globalização é quase irresistível. Com a economia americana penando para crescer e a Europa entrando e saindo de recessões, mercados em acelerado crescimento do mundo em desenvolvimento oferece hoje as melhores oportunidades para turbinar receitas companhias de distintos setores como: Boeing, Coca Cola, DuPont, General Electric, Hewlett -Packard, IBM, Oracle, Unilever e Disney; que parecem ter tido sucesso na globalização. Mas a globalização não é uma panaceia. O sucesso fora de casa é muito irregular e não costuma ser fácil vitaminar os lucros investindo em outros países.

Diferentemente de outros setores, o supermercadista ainda é na maioria dos países, dominado por empresas locais. Em média o grau de internacionalização não tem peso significativo nas taxas de crescimento de receita ou nas margens de lucro dessas varejistas. Cruzar fronteiras é claramente mais complicado para alguns setores do que para outros. Com base em sua experiência, propomos regras de globalização específicas para o varejo, que podem ser úteis para qualquer empresa se aventurando fora de casa:

- Explore primeiro todas as opções de crescimento rentável no mercado nacional, pois ele é pilar da globalização

- Levar alguma novidade ao mercado é indispensável, a não ser que entre comprando forte player local

- Sucesso continuado no mercado nacional é condição necessária, mas não suficiente, para o sucesso internacional

- Garanta o sucesso local e sua diferenciação em cada novo país, antes de aproveitar e alavancar sinergias da carteira inteira de países

- Não entre antes da hora, o timing é crucial ou você se dará mal.

- Não protele demais, oportunidades se esgotam e concorrentes já ali podem se tornar imbatíveis.

Toda empresa supermercadista já levou um tombo lá fora. Seria plausível atribuir reveses de supermercadistas a diferenças de gosto do público consumidor, principalmente no ramo alimentício, mas empresas como Mars, Nestlé, Kraft, P&G, Danone e Unilever, criaram marcas globais no mesmo ramo. Logo o insucesso de supermercados no plano internacional deve se atribuir a outros fatores. É verdade que certas empresas estão fazendo progresso, grandes varejistas, sobretudo dos Estados Unidos e da França, investem na América Latina. As gigantes europeias têm a Europa Central e o leste Europeu na alça de mira. Mesmo assim, há uma flagrante ausência de atores internacionais na maioria dos países.

Num estudo econométrico comparando players internacionais com empresas eminentemente nacionais no setor supermercadista, nossas conclusões nos surpreenderam:

- O grau de internacionalização, independentemente do parâmetro usado, não tem peso significativo sobre a taxa de crescimento das vendas ou a margem de lucro da varejista,

- O crescimento do PIB do mercado nacional tem grande influência sobre a taxa de crescimento das vendas varejistas,

- Taxas de crescimento de vendas no mercado de origem têm considerável impacto na margem de lucro varejista,

- O tamanho da população do mercado nacional ou o porte da varejista ( pelo total de vendas ) não afeta a taxa de crescimento das vendas nem a margem de lucro.

É claro que as varejistas precisam repensar sua postura e sua estratégia, frente a globalização. A globalização só terá chance de impactar receitas e lucros no longo prazo. Então é preciso dar mais atenção ao mercado interno, não só para acelerar o crescimento, mas também para melhorar as margens. Poucas varejistas alcançaram êxito universal, por isso pense muito bem antes de ingressar em mercados estrangeiros.

Há muitas barreiras à entrada de varejistas em mercados estrangeiros, é difícil levar a países desenvolvidos um produto que aos olhos do consumidor seja novo, distinto e valioso. Já em países em desenvolvimento o consumidor vê varejistas estrangeiras como players do maior gabarito. Além disso, em muitas partes do mundo, a legislação protege o varejo local da concorrência estrangeira. A atividade supermercadista é uma operação de custo fixo elevado, margem apertada e retorno demorado. Não raro, empresas estrangeiras precisam competir com varejistas que operam exclusivamente naquele país.

Nada disto significa que varejistas devam evitar entrar em mercados estrangeiros, porém a natureza de negócios é tal que a globalização não é para todos: cada varejista deve examinar a fundo os desafios peculiares do setor e saber que custarão a colher resultados financeiros. O barulho em torno da globalização não deve cegar o varejista para oportunidades de crescimento no mercado nacional. A quantidade de países em que uma varejista opera não pode ser tomada como selo do seu sucesso internacional. Até empresas supermercadistas que se globalizaram fariam um grande favor a si próprias se parassem de fincar bandeira e se concentrassem em um punhado de oportunidades mais sujeitas a gerar operações de alta escala. Isso é possível caso empreguem estratégias tais como: abrir mais pontos de vendas, adotar mais formatos, oferecer mais produtos e serviços. Só então se dará o alinhamento entre a expansão de varejistas globais e uma noção mais apurada das necessidades e desejos do consumidor.

Fonte - Revista Harvard Business Review

Finance365 Família de Parceiros

Finance365 traz ao mercado, uma nova mentalidade sobre Governança e Gestão Empresarial. Nossa meta é apresentar aos clientes como aumentar seus lucros através de boas práticas na Governança Corporativa, com crescimento sustentável.

Atendimento Especializado

Miramar, Flórida, USA

Alphaville - Barueri

Email: contato@finance365.net.br

Fax: +55 11 2680-5094

Webistewww.finance365.net.br

Depoimentos


"Ficamos surpreendidos positivamente com a qualidade das respostas, vale a pena !"
Cleber Oliveira - Advanced Consultores
"Deixe seus comentários sobre o uso de nossa aplicação."
Administração - Gestão Canal da Governança
"Governança está nos apoiando a ver o negócio de outra forma, mais racional e objetiva."
Moacir F Teixeira - ECOAGRO