O novo poder está no ar

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A multidão está desafiando a liderança tradicional. "Inove ou morra", afirmação atribuída a Peter Drucker, embora muitos tenham partilhado esta cunhagem, seu significado está bastante definido: mantenha-se na dianteira do ritmo das mudanças ou está arruinado. Todos nós sentimos que o eixo do poder está se deslocando. Vemos crescentes protestos políticos, uma crise de representação e governança, empresas iniciantes derrubando indústrias tradicionais, mas a natureza dessa mudança tende a ser extremamente romantizada ou perigosamente subestimada.

Existem aqueles que nutrem visões vertiginosas de uma nova utopia tecnológica na qual a crescente conectividade produz instantaneamente democratização e prosperidade. Os gigantes corporativos e burocráticos serão abatidos e as multidões, coroadas, com cada um de nós usando nossa própria cora impressa em 3D Há os que já viram tudo isso. Para esses as coisas não estão mudando tanto assim, o Twitter derrubou o ditador do Egito, nós nos derramamos em elogios à mais nova startup de economia colaborativa, mas as empresas e pessoas mais poderosas parecem ficar cada vez mais poderosas.

As duas visões estão erradas. Elas nos confiam a um debate estreito sobre tecnologia no qual ou tudo ou nada está mudando. Uma transformação muito mais complexa e interessante está apenas começando, movida por uma crescente tensão entre duas forças distintas: o velho poder e o novo poder.

O velho poder funciona como uma moeda, é detido por poucos. Uma vez obtido, é zelosamente guardado e os poderosos têm uma reserva substancial dele para utilizar, é fechado, inacessível e baseado no líder.

O novo poder funciona de forma diferente, como uma corrente, é feito por muitos. É aberto, participativo e baseado nas comunidades de pares, de pessoas com características em comum, como água ou eletricidade, é mais forte quando tem surtos. Ele não é para ser guardado e sim canalizado.

A batalha e o equilíbrio entre o velho e o novo poder serão uma característica definidora da sociedade e dos negócios nos próximos anos.O poder como o filósofo britânico Bertrand Russel o definiu é simplesmente " a capacidade de produzir os efeitos pretendidos". O velho poder e o novo podem produzir esses efeitos de forma diferente. Os modelos do novo poder são ativados pela coordenação entre pares e pela ação da multidão, sem participação, são apenas embarcações vazias. O velho poder é ativado pelo que as pessoas ou organizações possuem, sabem ou controlam como ninguém mais, se os modelos do velho poder perderem isso, perderão sua vantagem.

Os velhos modelos tendem a exigir pouco mais do que o consumo, já o novo aproveita a capacidade e o desejo crescente das pessoas de participar de formas que vão além do consumo. a escala de participação incluem o compartilhamento, a modelagem, o financiamento, a produção e a copropriedade.

Entender como a natureza do poder está realmente mudando, quem o detém, como ele é distribuído e para onde está indo, será um desafio decisivo para os negócios nos próximos anos. A medida que os modelos do novo poder se integram ao cotidiano das pessoas e aos sistemas operacionais das comunidades e sociedades, um novo conjunto de crenças e valores vai sendo forjado. O poder não está apenas fluindo de forma diferente; as pessoas estão o sentindo e pensando sobre ele de forma diferente. Um adolescente no YuoTube gera maior participação como criador de conteúdo do que recipiente passivo das ideias de outras pessoas, um tomador de empréstimo na plataforma de financiamento entre pares Lending Club pode evitar a intermediação da mais velha das velhas instituições de poder, o banco. Esses círculos de realimentação tornam visíveis as recompensas da ação coletiva baseada em pares e dotam as pessoas de um senso de poder. Ao fazer isto, eles fortalecem as normas em torno da colaboração e provam que podemos nos sair muito bem sem os intermediários do velho poder que dominaram o século 20. Pesquisas de opinião pública refletem a mudança de atitude em relação às instituições estabelecidas.

Entre aqueles que estão profundamente envolvidos com o novo poder, mais da metade da população mundial, está surgindo uma noção comum: todos nós temos o direito inalienável de participar. Para as gerações anteriores a participação pode ter significado apenas o direito de votar em eleições ou talvez a adesão a um sindicato. Hoje as pessoas esperam cada vez mais moldar ou criar ativamente muitos aspectos de suas vidas. Essas expectativas estão dando origem a um novo conjunto de valores em uma série de campos: Governança, Colaboração, Transparência , Façamos nós mesmos e Filiação.

Na Governança o novo poder favorece abordagens informais e em rede e tomada de decisão; na colaboração as normas dão ênfase especial e não só como uma forma de realizar algo ou como parte de um processo obrigatório de consulta; na transparência acreditamos que quanto mais brilharmos, melhor; no façamos nós mesmos o novo poder gera uma ética e na filiação, ela é muito menos duradoura.

A maioria das organizações reconhece que a natureza do poder está mudando, mas relativamente poucas entendem o que é necessário para ter influência e impacto nesta nova era. As organizações tradicionais que querem desenvolver capacidades baseadas no novo poder devem realizar três tarefas essenciais: avaliar sua posição num ambiente de mudanças de poder, colocar-se no lugar de seus críticos mais duros e desenvolver uma capacidade de mobilização. As organizações baseadas no novo poder podem ser facilmente embriagadas pela energia de suas multidões e não conseguir reconhecer que para realizar uma mudança real elas também precisam se adaptar e devem ter três princípios essenciais em mente: Respeitar suas comunidades ( não se torne o chefão), se bilíngue ( desenvolver capacidades tanto do velho como do novo poder), chegar à estrutura ( os modelos do novo poder sempre terão influência e impacto limitados).

Enquanto celebramos momentos de esperança e vemos cada vez mais pessoas moldando seus destinos e suas vidas, a grande dúvida é se o novo poder pode genuinamente servir ao bem comum e enfrentar os problemas mais intratáveis da sociedade. Estratégia e táticas são importantes, mas as questões fundamentais são éticas.

Muitas vezes, os chefes do novo poder sonham apenas com uma boa "saída" de um ótimo negócio, mas precisamos de líderes que façam uma grande entrada na sociedade civil, aqueles que sejam capazes de canalizar o poder da multidão devem voltar suas energias para lago mais fundamental: redesenhar sistemas e estruturas da sociedade para incluir e empoderar, de forma significativa mais pessoas. O maior teste para os condutores do novo poder será sua disposição de se envolver com os desafios dos menos poderosos.

Fonte - Revista Harvard Business Review

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