Liderança nas Organizações

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Reflexão sobre liderança nas organizações

Hoje nas organizações o ambiente é cada vez mais competitivo, a disputa é por milímetros. Por isso a importância de habilidades comportamentais em um contexto cada vez mais exigente. Nas pesquisas conduzidas por Goleman, Richard Boyatzis, Michael Useen e outros, encontramos pessoas comuns que estão fazendo frente a grandes desafios usando sensibilidade e mobilizando suas equipes em torno de um projeto comum. Porém, um olhar desviado sobre as pressões recebidas pelo líder contemporâneo, nos faz crer que somente uma superpessoa seria capaz de fazer enfrentá-las. Há razões para essa crença.

As organizações estão mais complexas, não só em termos tecnológicos, mas também nas relações organizacionais e com o ambiente onde se insere. Essa complexidade exige liderança organizacional, uma compreensão mais ampla do contexto, de modo a perceber os vários desdobramentos possíveis de suas decisões. Ao mesmo tempo, essa complexidade demanda um profundo conhecimento do negócio ou da área de atuação para garantir a qualidade técnica das decisões e sua viabilidade.

- O ambiente mais exigente se materializa em liderados cada vez mais bem preparados, em pressões advindas da necessidade perante conciliar interesses conflitantes, em assumir cada vez mais riscos profissionais e pessoais, em maior desgaste emocional na orientação de pessoas e na delegação de decisões em situações de incerteza e ambiguidade.

Baseado em Goleman, é necessário colocar o foco em alguns pontos:

• O que legitima o líder na organização contemporânea

• o que é essencial para os líderes bem sucedidos

• A importância do desenvolvimento de habilidades comportamentais

• Articulação do líder na arena política da organização

• Etapas do desenvolvimento do líder nas organizações pesquisadas

Cada vez mais a liderança informal e a formal misturam-se na pessoa do líder, que deve mobilizar sua equipe em um ambiente de incerteza e ambiguidade e de grande pressão. A liderança formal assentada no poder político e econômico, não é suficiente para obter o engajamento e comprometimento das pessoas que compõe a equipe de trabalho, então surge a agregação de valor para a equipe e para a organização.

A legitimidade se dá quando o líder consegue, de forma contínua e simultânea, agregar valor para os membros de seu time e para a organização. A fonte de poder do líder é cada vez mais a sua contribuição para seus pares, subordinados e parceiros e cada vez menos o título do cargo ou a posição hierárquica. Com o fortalecimento das estruturas organizacionais, da construção de parcerias com fornecedores e clientes e maior exigência sobre as pessoas, a liderança se assenta na capacidade do líder de conciliar expectativas divergentes. As lideranças bem avaliadas são as que mantém suas equipes desafiadas, respeitando a individualidade de cada membro e as que conciliam as expectativas e desafios da empresa com as necessidades e expectativas dos membros da equipe.

Manter o foco é essencial e como o líder mantém a coesão do time. A forma mais comum é manter o grupo focado naquilo que lhe é essencial, construir uma base sólida para cimentar a relação com o grupo. As lideranças bem sucedidas têm construído o foco em cima do desenvolvimento do grupo, ou seja, o compromisso estabelecido é tirar proveito do desafio ou do objetivo e ser perseguido para o desenvolvimento do grupo como um todo e para cada membro em particular. Na medida em que esse pacto é construído pelo grupo seus membros se ajudam mutuamente, criando um efeito sinérgico no desenvolvimento. Esse é um dos aspectos fundamentais para a criação de um grupo de alta performance e em constante crescimento. A liderança brasileira na década de 1990 era muito capaz tecnicamente, mas sem domínio dos conhecimentos da gestão de negócios, mas essa falha foi suprida no ano 2000. Atualmente, a lacuna está no domínio de habilidades comportamentais. a principal dificuldade do líder é lidar com a diversidade, outra dificuldade é delegar e oferecer feedback positivo aos seus subordinados.

Na liderança contemporânea, não é possível ignorar o peso da arena política, ou o espaço de disputa por recursos escassos nas organizações. A liderança não é somente em relação à equipe, mas também em relação aos pares, superiores e parceiros internos e externos.

É importante distinguir esses tipos de liderança, pois nas empresas brasileiras ainda há tolerância para líderes que articulam bem na arena política, obtendo o respeito de seus pares e superiores viabilizando projetos estratégicos e complexos, ao mesmo tempo em que tratam suas equipes de forma autoritária e desrespeitosa. Em pesquisas, percebemos que, nos últimos cinco anos, há um movimento consistente nas empresas brasileiras para valorizar o líder que, além de obter bons resultados, desenvolve os membros de sua equipe.

Ao investigarmos a trajetória de várias lideranças verificamos pontos em comum nas histórias de carreiras bem sucedidas. Os líderes ao assumirem responsabilidades e atribuições de maior complexidade, passam por três fases típicas:

• A primeira é a fase de consolidação na nova posição

• A segunda fase é a de ampliação de seu espaço político entre seus pares e superiores

• A terceira é o crescimento vertical, ou seja, é quando o gestor recebe delegações de seus superiores

O reconhecimento dessas fases ajuda na preparação do gestor para assumir gradativamente maior complexidade em sua posição. Ao obter a liderança de um grupo por executar bem seu trabalho, é difícil delegar. A tendência é colocar seus subordinados para ajudar a execução das tarefas. O desafio típico é equilibrar delegação com execução. Ao assumir uma posição em nível tático torna-se líder de outros líderes. Como até então só havia liderado executores, tende a tratar seus subordinados, que são líderes, como executores. As dificuldades típicas desse momento são liderar líderes e construir interfaces. Por estar acostumado a executar atividades bem específicas tende a se isolar e construir muros em volta de sua equipe, quando deveria construir estradas.

A maior parte dos gestores está executando atividades em nível abaixo de seu nível de complexidade, isto é, os gestores estratégicos responde por atribuições e responsabilidades do nível tático e os gestores táticos respondem por atribuições e responsabilidades no nível operacional.

Esses dados são importantes para verificar como a maior parte de nossas organizações utiliza de forma inadequada suas lideranças e têm problemas para desenvolvê-las. É por essa razão que boa parte da liderança tem dificuldade para sair da primeira fase do desenvolvimento.

É necessário discutir a liderança através de várias perspectivas: a do líder que procura seu aprimoramento e desenvolvimento; a gestão organizacional preocupada com a seleção e desenvolvimento de sua liderança; e a de profissionais preocupados em preparar e desenvolver líderes.

Fonte - Revista Harvard Business Review

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