Diálogos para engajar e comprometer

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A velocidade é uma marca da contemporaneidade. O mundo tem pressa de descobrir, criar, implementar e colher os frutos de suas invenções. Em algumas áreas da ciência, essa pressa contribui para inovações importantes, que trouxeram soluções que melhoram a vida de milhões de pessoas. Na medicina, por exemplo, o avanço das técnicas de pesquisa permitiu que novos medicamentos chegassem mais rapidamente a quem precisava, aliviando o sofrimento. No mundo dos negócios, a velocidade antecipa a chegada de produtos, a avaliação de riscos e o entendimento das intenções do consumidor. Seja num caso ou no outro, a tecnologia é uma grande aliada nessa trajetória. O futuro só trará mais novidades nesse campo.

Esses exemplos- a medicina e os negócios, trazem um elemento comum: estamos falando de máquinas e de como a tecnologia melhora o desempenho e se torna cada vez mais inteligente.

Quando o assunto sai do campo das máquinas e entra na dimensão da gestão de pessoas, a tecnologia também tem sua contribuição, mais modesta. Na comunicação, as empresas criaram diferentes formas de acelerar a troca de informação e produção de conteúdo e ideias, tais como o e-mail, mecanismos para encurtar distâncias e permitir que pessoas de diferentes geografias se encontrem e mais recentemente, as redes sociais para os empregados.

Porém, sempre que pensamos em momentos em que essa comunicação foi bem-sucedida, lembramo-nos menos dos canais ou da tecnologia envolvida e mais da energia, do compromisso, da visão de quem fez parte desse momento. A tecnologia tem sua parcela de contribuição, mas voltamos para a importância das pessoas nesses processos e principalmente, para a habilidade dessas pessoas em criar espaços de diálogo. Temos que recuperar o tempo de falar e ouvir, ou da nossa capacidade dialógica, para que ela impulsione as pessoas da nossa organização a se engajar nos objetivos estratégicos das empresas par as quais trabalhamos.

Pessoas engajadas são mais produtivas, melhoram sua capacidade de inovação e estão mais dispostas a superar barreiras iniciais para alcançar objetivos maiores. Diferentes pesquisas apontam que os resultados financeiros de empresas com alto grau de engajamento são melhores do que aquelas que não dão atenção ao tema.

São muitas as possíveis razões para a busca constante do engajamento: a primeira delas é que o assunto está em constante transformação. O que engajava um indivíduo no passado pode não engajá-lo hoje.. Pensar em engajamento nos leva a pensar no conjunto " sociedade-organização-indivíduo". Com partes indissociáveis do todo, eles nos ajudam a buscar respostas.

Com a estabilidade econômica, as novas profissões, o desejo de empreender e uma geração que aposta em múltiplas experiências num curto intervalo de tempo, o tempo médio do profissional numa empresa caiu, a ponto de benefícios de longo prazo não serem mais tão decisivos para pensar nas razões de ficar. Nessa nova realidade, talvez se torne rapidamente obsoletas asa comemorações de tempos de casa, os profissionais não farão mais de 20 anos de companhia. Talvez não façam sequer mais de dez anos. A segunda razão que torna o engajamento complicado tem a ver com subjetividade que a questão encerra. Pensar em engajamento requer pensar em sentido do trabalho. Ele foi sendo reapropriado ao longo dos tempos. Com a industrialização, o trabalho passa a responder à lógica do capital, sendo determinado pelo mercado. Trata-se de um momento importante, pois aqui o homem deixa de ter contato com a sua produção. Sem ter contato com seu produto, o homem pode se alienar. Por meio do diálogo e da reconstituição desse produto, que muitas vezes é abstrato, o homem se reconecta à sua obra. Quando o indivíduo conhece mais sobre a sua atividade e se orgulha dela, pois entende sua importância para a sociedade, a organização não precisa insistir em constantes esforços de motivação para estimulá-lo a produzir mais. Porém a ausência de consciência sobre o assunto faz com que as organizações acabem buscando soluções paliativas, superficiais e de curto prazo para motivar e engajar seus empregados. Liderar pessoas nessas condições, é ainda mais difícil e pode ser exaustivo.

Não há líder que possa dizer que não se comunica no dia a dia com seus empregados. Pode até mesmo dizer também que esta questão está entre suas prioridades. A diferença entre comunicação e diálogo é que , a comunicação é uma via de mão dupla, de troca, de compartilhamento e o diálogo é um espaço de transformação, de criação de sentido e de reinterpretação da realidade a partir da convivência. Não são princípios opostos, mas tem diferentes graus de profundidade.

O filósofo francês Edgar Morin dizia que as práticas de diálogo exigem abertura, simpatia e generosidade. Talvez a maior dificuldade do líder que deseja se beneficiar das práticas do diálogo seja se afastar de um discurso preso ao universo de negócios, a números e a relatórios e de uma verdade que soa artificial aos empregados e voltar-se para uma compreensão da realidade que olha o ser humano por inteiro, com desejos e ansiedades que extrapolam os muros da empresa. Dessa forma, os líderes encontrarão caminhos para dar uma resposta mais condizente com a complexidade do mundo em que vivemos, que equilibre aspectos racionais e emocionais.

O líder que se aventura por esses caminhos encontra muito aprendizado, ao mesmo tempo que tem a possibilidade de revigorar seu time e mantê-lo forte como o bambu chinês. Dialogar é uma questão de prática, precisa apenas começar. Evidentemente a prática melhora o desempenho, mas os resultados e a mudança no humor e na disposição do time podem ser percebidos desde o início. Propomos que o líder utilize o seu conhecimento preliminar sobre o seu time e comece. A forma pode se moldar às necessidades do time. A disposição do líder em começar essa trajetória faz toda a diferença. A prática do diálogo ajuda-nos a buscar soluções para os problemas complexos que temos pela frente. É o que nos permite inovar, ir além, redesenhar o futuro na sua melhor expressão. Ele permite ainda, a redescoberta do melhor em nós e nos outros. Essa ainda é, sem dúvida, a nossa melhor tecnologia.

Fonte - Revista Harvard Business Review

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