Experiência sob medida

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A 16ª edição da HSM Expo 2016 - maior evento de gestão empresarial da América Latina, chamou a atenção pelo novo formato. Alinhado às tendências mundiais, os participantes tiveram uma experiência "sob medida" ao participar. De acordo com as suas necessidades e negócios, puderam compor sua própria trilha de aprendizagem, além de se atualizarem em temas essenciais para a carreira e gestão com as maiores autoridades mundiais em inovação, empreendedorismo, estratégia e diferentes campos do conhecimento.

Liderança Adaptativa - Apesar de distintos, os conceitos de autoridade e liderança se entrelaçam e, não raro, causam uma confusão que pode atrapalhar o desenvolvimento de todos os tipos de relação.  Por que liderar exige mais que apenas autoridade. “Em geral, fazemos uma confusão sobre o que é liderança e o que é autoridade. E só quando você faz a distinção dos conceitos é que muitas coisas começam a emergir”, afirmou Ronald Heifetz, fundador do Centro de Liderança Pública da John Kennedy School of Government, de Harvard, e considerado uma das maiores autoridades mundiais na área. Na visão de Heifetz, todos nascem em um mundo montado sobre o conceito de autoridade, que começa com a dos pais, passa para a relação com os professores e depois empregadores. “Os sistemas de autoridade nascem da confiança e seriam o suficiente se vivêssemos em um ambiente estável, mas não é o que acontece. À medida em que as pessoas ganham autoridade, elas podem abusar do seu poder e violar esse ambiente de confiança. Daí a importância do conceito de liderança adaptativa”, explicou Heifetz. Sustentabilidade continua em pauta. O que as empresas podem fazer e o que, de fato, elas ganham se preocupando com sustentabilidade? “Além de ser uma fonte de negócios, sustentabilidade é uma maneira de construir significado, envolvimento e uma forma de proteção da marca”, afirmou Rebecca Henderson, diretora da Business & Environment Initiative de Harvard. Ela concorda que atuar de forma sustentável não é tarefa fácil, mas fica bem mais factível quando a empresa tem um propósito. “As pesquisas nos mostram que uma empresa que adota um propósito com foco moral e que seja autêntico tem vantagens que vão do maior envolvimento dos colaboradores ao aumento de lucratividade”, disse. Mas é preciso paciência. “O propósito impulsiona a inovação, mas o foco é no longo prazo. Se as empresas decidirem não contratar trabalho infantil, não pagar propina e não destruir florestas para a plantação de sojas, elas podem causar mudanças sociais incríveis”, alertou.

Quando é hora de mudar. Com um currículo que consta a condução com êxito de dezenas de processos de reestruturação, em alguns casos chegou a atuar como CEO interino de seus clientes, Claudio Galeazzi falou sobre os desafios envolvidos nesse trabalho de repensar uma estrutura organizacional. Tudo começa, segundo ele, quando o empresário não tem consciência de que o negócio não terá sucesso futuro a menos que ele se atualize. Segundo ele, quando ninguém reflete sobre os caminhos, os sintomas começam a aparecer, como queda nas vendas e aumento nos estoques, nos custos e nas despesas. E as mudanças devem, se necessário, estarem sobrepostas à cultura e tradição da empresa. “Elas têm de ser respeitadas até o ponto em que não prejudiquem os negócios. Se prejudicarem, têm de ser desconsideradas”, defendeu Galeazzi. E é exatamente nesse momento de escassez que se consegue vislumbrar quem são os líderes, afirma Odino Marcondes, sociólogo e consultor. Em sua fala, ele destacou que grandes líderes sempre surgem e atuam em contextos de escassez. “A abundância, pela própria característica, é o território do burocrata, que não precisa criar. Ele apenas transfere. Mas na escassez de recursos, esperança, liberdade e futuro é que são forjados os grandes líderes, a exemplo de Mandela e Martin Luther King", lembrou.

Gestão de excelência. O mais influente e respeitado pensador da gestão da atualidade e considerado o sucessor de Peter Druker, Jim Collins, conduziu uma pesquisa que se propôs a mostrar as características dos líderes de nível cinco. “Vimos que não é questão de gênero ou de personalidade. O que os distingue é a humildade pessoal combinada com uma determinação implacável. O líder nível cinco tem o espírito de servir uma causa. Ele é incansável e não foca somente em sua carreira, mas no cuidado com o pessoal. Ele constrói uma grandeza”, explicou Collins. Os desafios da tecnologia Uma revolução com muitos desafios e preocupações. Para Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil, esse é o tom desse momento em que a “nuvem” assume o protagonismo nas relações. “De 1970 para cá, vivemos a quarta revolução industrial. Várias empresas começam a pensar em solução de desafios históricos, como a cura do câncer. Mas, ao mesmo tempo em que isso acontece, também temos novas preocupações: será que a regulação está pronta para que se viva essa tecnologia em todo o seu potencial?”, questionou. Uma das preocupações mais importantes, disse, é a questão da segurança e da privacidade, uma discussão que requer avanços sob a perspectiva certeira de que a tecnologia vai continuar crescendo de forma exponencial. “Temos uma crença de que todas as empresas existentes atualmente, quer elas saibam ou não, serão uma empresa de tecnologia e não que apenas usarão tecnologia”, afirmou Paula. Nesse cenário de expansão, o jornalista Leonardo Sakamoto chamou a atenção para o combate ao ódio e à intolerância nas redes. “É muito triste quando você percebe que o leitor não se preocupa em saber se determinada informação é falsa ou verdadeira. O leitor só quer saber se aquilo tem credibilidade para ele. E, nesse caso, credibilidade não tem relação nenhuma com a veracidade, mas com o número de ‘likes’. Se uma informação tem dois ‘likes’, é vista como mentira. Se tem 15 mil ‘likes’, mesmo sendo um absurdo, é tida como verdade”, exemplificou Sakamoto.

A realidade virtual é a essência da criatividade. Imagine ser vítima de um tornado: perder família, amigos, casa e não saber se conseguirá se manter vivo nos minutos seguintes. “Tem experiência melhor para que alguém seja sensibilizado para a importância da discussão sobre as mudanças climáticas?”, questionou Jeremy Bailenson. Agora imagine que essa experiência pode ser real, mas sem riscos e de graça. “É para isso que serve a realidade virtual. O cérebro acredita, ninguém se machuca e você pode fazer a pessoa mudar de opinião”, afirmou o fundador do Virtual Human Interaction Lab, da Stanford University. Pioneiro no campo da virtualidade, Bailenson tem ajudado empresas e pessoas a navegar pelo furacão da realidade virtual e falou para os líderes sobre a maior onda de criatividade da história. “A realidade virtual é a essência da criatividade, ela foi projetada para dar asas à sua imaginação”, disse ele que, no entanto, defende que essa tecnologia seja reservada a coisas impossíveis, perigosas, caras e raras.

Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva e fundador do Data Popular, apresentou dados preocupantes: apesar de apenas 14% dos homens se considerarem machistas, mais de 93% dos brasileiros acreditam que vivem em uma sociedade machista. Mesmo que somente 6% da população seja favorável à diferença salarial entre homens e mulheres, seis de cada dez brasileiros preferem trabalhar com um chefe do sexo masculino. Pesquisas também mostram que se os salários de homens e mulheres fossem equivalentes, haveria um acréscimo de bilhões na economia. “Se não for por machismo, que seja por inteligência. O machismo atrapalha o desenvolvimento das empresas brasileiras”, afirmou Meirelles, que participou de um painel sobre a equidade de gênero para os negócios.

Novos modelos - Romper com o modelo tradicional de gestão, o que dá primazia ao homem e à busca desenfreada pelo lucro, é também o objetivo de Márcio Fernandes, presidente da Elektro, uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do país, e considerado pela revista Você S/A o líder mais admirado do Brasil em 2014. Fernandes criou uma nova filosofia de gestão que desafia o modelo tradicional e propõe a felicidade como uma grande vantagem competitiva. “Aquele modelo de missão, visão e valores já não funciona há muito tempo. Se a empresa existe só para fazer lucro, ela é desnecessária. A gestão tem de considerar quais são os propósitos que fazem sentido na vida de uma pessoa e de uma empresa”, defendeu. É uma forma de gestão que conversa com esse ambiente cada vez mais conectado, como mostrou Ricardo Guimaraes, fundador e CEO da Thymus Branding. Até há algum tempo, segundo ele, tudo era previsível, com causa e efeito linear. “Nesse cenário construímos instituições grandes, com hierarquias muito poderosas. Isso dava segurança”, disse Guimarães. Agora, com todos conectados, pequenas causas provocam grandes efeitos em tempo real. E isso, claro, exige que empresa e funcionários mudem sua forma de ação. “Antes, a pessoa ficava feliz por ser tratada como uma peça de engrenagem, porque a empresa era um relógio. A perenidade agora não é a manutenção das coisas, mas a adaptabilidade e o trabalho com cooperação e agilidade”, esclareceu Guimarães. O futuro A presidente e fundadora da Blue Tree Hotels, Chieko Aoki, afirmou, em um dos painéis do evento que discutiu o Brasil do século 22, que o principal ativo a ser preservado e até exportado é o dom de acolhimento do brasileiro e a habilidade de conviver com as diferenças. “O hábito de receber bem e essa habilidade em aceitar a diferença vai ser importante até mesmo porque as nações devem estar cada vez mais juntas para os desafios que terão de enfrentar, como a questão ambiental”, disse. Nesse cenário, o consultor Maximiliano Bavaresco enumerou oito pilares para alinhar negócio, marca e comportamento, quais sejam eles: modelo de negócio, proposta de valor, posicionamento mercadológico, propósito, identidade da marca, cultura organizacional, comunicação e relacionamento. “O alinhamento desses pilares é fundamental para que você tenha uma empresa que resista por décadas no mercado e que procure as respostas dentro da própria organização”.

Ética - Em meio às discussões sobre negócios e propósito, o filósofo Leandro Karnal revelou a necessidade e preocupação ética dentro das organizações. “Nenhuma empresa nasce ética. Ética pressupõe responsabilidade e a crença de que toda escolha implica perda”, disse. No caso das empresas, ao recusar o suborno e o uso do recibo falso, por exemplo, a organização assume que vai crescer 4% ao invés dos 20% que poderia crescer. “Não pode haver choque entre ética e ganho. Não é errado ter ganhos, desde que eles acompanhem uma carreira sustentável gradativa, orgânica e permanente”, afirmou Karnal.

Economia - O economista e consultor Ricardo Amorim discutiu as perspectivas positivas para o cenário econômico brasileiro. De acordo com o especialista, a crise já é a palavra de ordem do ano de 2016 para o Brasil, mas a economia se move em ciclos. “Ciclos não são estáveis, podem ser positivos ou negativos. Os mais curtos duram três anos e os mais longos, oito anos. Se não vier uma crise externa, o Brasil está entrando num ciclo onde a economia vai surpreender para melhor". O jornalista e escritor Fernando Gabeira analisou a situação global, com a vitória de Donald Trump ao cargo de presidente dos EUA e o aumento dos movimentos de extrema direita na Europa, sob uma perspectiva histórica: sempre após uma fase de progresso, como foi a quedado muro de Berlim há três décadas, vem um período de retorno. “Não acredito que teremos um retorno a um nacionalismo extremado, mas a história nos ensina que o progresso não é linear e simples”, disse. Estratégias Roger Martin, referência mundial em estratégia e design thinking. O estudioso mostrou como a estratégia realmente funciona nas organizações. “Percebo que os executivos acreditam que a estratégia é importante, mas, ao mesmo tempo, creem que ela seja complicada, onerosa e com eficácia limitada. Mas ela pode ser simples, divertida e eficaz”, afirmou. O segredo, segundo ele, é pensar a estratégia não apenas como processo de planejamento. “Ela tem de ser vista como uma escolha que requer rigor, mas também criatividade”, defendeu. Dentro do mesmo contexto, Sofia Esteves, presidente da DMRH, falou sobre o futuro do trabalho. A partir de dados que mostram que 50% dos postos de trabalho atuais vão desaparecer até 2050 e dar espaço a outro tipo de demanda, ela alertou sobre a necessidade de que cada profissional pense em como se manter relevante nesse “futuro volátil e incerto”. “Antes, o poder estava com quem detinha o conhecimento. Hoje, valorizamos quem sabe multiplicar seu conhecimento. Daqui pra frente o poder estará cada vez mais na mão de quem resolve o problema numa velocidade maior. É a liderança situacional”, ponderou.

Fonte: Revista Administrador

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