A Ascensão das economias de fronteira

Avaliação do Usuário: 5 / 5

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativa
 

Há um grupo de países de baixa renda que estão crescendo com rapidez e atraindo o interesse dos investidores internacionais, as economias de fronteira. Para a economia global, é importante compreender quem são, o que as tornam diferentes e como chegaram à fronteira, pois combinam enorme potencial e grandes riscos.

Quem são eles? Em primeiro lugar, há que se observar que alguns desses países já passaram para o grupo de renda média baixa. Embora ainda não haja uma definição prática consensual de economias de fronteira, em termos gerais, países como Bangladesh, Nigéria, Moçambique, Quênia e Vietnã vêm aprofundando seus mercados financeiros. Outros, como Bolívia, Gana, Honduras, Mongólia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Vietnã e Zâmbia, também têm obtido acesso aos mercados de capitais internacionais. Ainda que seus mercados não sejam ainda tão aprofundados e líquidos como os mercados emergentes, oferecem, comparativamente, retornos mais elevados e as vantagens de uma carteira diversificada.

Como chegaram lá? Muitos países de fronteira estão crescendo em ritmo acelerado, estimulados, na maioria dos casos, por iniciativas contínuas de estabilização macroeconômica e pela criação de instituições favoráveis à atividade empresarial. Essas economias também empreenderam esforços significativos no sentido de reduzir a inflação por meio de políticas fiscais e monetárias prudentes . A maioria desses países tem feito avanços no reforço de sua estrutura de formulação de políticas, na redução do excesso de burocracia e na eliminação de restrições ao comércio. Reformas voltadas a mudar sua estrutura econômica têm ajudado a desencadear o potencial de países como Tanzânia e Quênia, dando maior peso ao setor de serviços.

Em muitos países, o alívio do encargo da dívida na última década liberou recursos para investimentos em capital físico e humano. Vários países receberam alívio da dívida no âmbito da Iniciativa para os Países Pobres Muito Endividados, enquanto outros, como Mongólia, Nigéria, Quênia e Vietnã, reduziram sua dívida por outros meios. Esses países aprofundaram seus mercados financeiros em ritmo mais acelerado, oferecendo mais serviços e produtos financeiros nacionais do que seus pares. Alguns têm atraído o interesse de investidores internacionais em seus mercados de títulos nacionais e vários emitiram obrigações soberanas nos mercados de capitais internacionais. Para esses países, ter acesso a mercados de capitais internacionais significa ter a capacidade de atrair financiamentos para suprir deficiências de infraestrutura, como estradas e ferrovias, o que poderia dar mais ímpeto ao crescimento. Mas, como descrito abaixo, o acesso aos mercados também cria novos riscos financeiros que os países têm de gerir com atenção.

Influências externas. Baixas taxas de juros combinadas com a redução da dívida nas economias avançadas têm instigado os investidores a buscar retornos mais favoráveis para seus investimentos, aumentando seu interesse em investir em economias de fronteira. A busca de recursos nas economias emergentes contribuiu para melhorar os termos de troca e iniciar uma vaga de investimentos nacionais e internacionais em países ricos em recursos, como Bolívia, Gana, Nigéria e Mongólia. O investimento público nacional cresceu à medida que a redução do encargo da dívida, as taxas favoráveis de captação externa e a elevação dos preços das mercadorias aumentaram o acesso a fontes externas de financiamento privado.

Riscos e políticas de gestão de riscos. Esses fluxos de capitais também criaram vários riscos e desafios de política para as economias de fronteira.  O acesso a capitais privados externos submeteu as economias de fronteira a um maior escrutínio do mercado e expôs mais fragilidades nas políticas macroeconômicas nacionais, como a deterioração das posições fiscal e externa. Portanto, é importante que as economias de fronteira preservem a estabilidade econômica e a sustentabilidade fiscal que conquistaram a duras penas

 À medida que as taxas de juros comecem a subir nos Estados Unidos e a política monetária volte ao normal, os fluxos de capitais para as economias de fronteira poderiam começar a desacelerar. Nos últimos meses, tem havido volatilidade nas taxas de câmbio e um aumento nos spreads em alguns países que se beneficiaram de investimentos estrangeiros nos mercados de títulos públicos nacionais e que apresentaram desequilíbrios fiscais e de conta corrente significativos. O recente estudo do FMI sobre gestão de fluxos de capitais oferece um marco de política para ajudar os países a gerir os riscos associados a esses fluxos. 

O volume e a liquidez limitada dos títulos públicos emitidos por economias de fronteira nos mercados de capitais internacionais reduzem o risco de inversão dos fluxos de capitais. Mas novas emissões poderiam encontrar spreads mais elevados, e poderia ser difícil encontrar novos compradores para as obrigações prestes a vencer. Portanto, é importante dar continuidade aos esforços no sentido de constituir reservas externas adequadas e melhorar os fundamentos econômicos e institucionais, além de promover a poupança interna. Outras reformas estruturais, como nas áreas trabalhista e comercial, assim como regulamentação adequada e maiores investimentos, aumentariam a produtividade e ajudariam esses países a subir na cadeia de valor. Embora as economias de fronteira tenham mercados financeiros mais aprofundados do que alguns de seus pares de baixa renda, ainda há várias áreas que precisam melhorar. Por exemplo, é preciso aprofundar o mercado de obrigações nacionais para aumentar a eficiência da intermediação dos fluxos financeiros.

Também instamos os países a monitorar a elevação dos riscos e preservar a sustentabilidade fiscal e da dívida. Os países devem usar as receitas dos títulos públicos em projetos de alto rendimento, quer sejam emitidos em âmbito nacional quer em mercados de capitais internacionais. As economias de fronteira são muito promissoras, e as reformas de suas políticas e instituições são essenciais para que continuem a ter êxito. Devem manter seu compromisso com a estabilidade macroeconômica e a sustentabilidade fiscal e externa, além de continuar a efetuar melhorias em instituições favoráveis aos investidores. Os fluxos de capitais podem ser uma faca de dois gumes, as autoridades devem otimizar os benefícios, mas também tomar medidas para gerir os riscos associados.

Muitos analistas veem o ambiente atual de taxas de juros crescentes e preços de commodities mais baixos como uma razão para ficar longe de economias de fronteira. Mas seguir esse conselho pode levar aos mesmos arrependimentos de muitas multinacionais que saíram dos mercados emergentes depois da crise financeira asiática de 1998: perderam uma década e meia de grandes retornos. Considerando que os mercados de ações não são suficientemente profundos para a maioria dos investidores ter exposição às economias de fronteira, os investimentos nesses locais serão necessariamente diretos e de ponta a ponta e podem exigir uma década ou mais para complementar a tese de investimento. A paciência, a análise cuidadosa do potencial de crescimento de longo prazo e a escolha apropriada da estratégia recompensarão as empresas que hoje decidem se posicionar nas economias de fronteira.

Fonte: Pesquisa na internet

Finance365 Família de Parceiros

Finance365 traz ao mercado, uma nova mentalidade sobre Governança e Gestão Empresarial. Nossa meta é apresentar aos clientes como aumentar seus lucros através de boas práticas na Governança Corporativa, com crescimento sustentável.

Atendimento Especializado

Miramar, Flórida, USA

Alphaville - Barueri

Email: contato@finance365.net.br

Fax: +55 11 2680-5094

Webistewww.finance365.net.br

Depoimentos


"Ficamos surpreendidos positivamente com a qualidade das respostas, vale a pena !"
Cleber Oliveira - Advanced Consultores
"Deixe seus comentários sobre o uso de nossa aplicação."
Administração - Gestão Canal da Governança
"Governança está nos apoiando a ver o negócio de outra forma, mais racional e objetiva."
Moacir F Teixeira - ECOAGRO