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Como ficar a frente das mudanças tecnológicas

 

 

 

 

 

 

O sucesso da Cisco tem sido definido pela forma como eles preveem, capturam e lideram as transições no mercado. Ao longo dos anos, já viram empresas emblemáticas desaparecerem, tais como: Compaq, Sun Microsystems, Wang, Digital Equipament, por não conseguirem prever para aonde o mercado estava indo. Hoje estão atravessando várias transições fundamentais de tecnologia, incluindo a computação em nuvem, a mobilidade e a internet das coisas. Essas transições fazem com que eles e seus clientes tenham de pensar de uma forma diferente em dados, segurança e modelos de negócios. Isso significa que têm de tomar decisões difíceis e mergulhar em um processo de disruptura do mercado e, às vezes, de nós mesmos. Quando se é uma empresa grande com uma significativa participação de mercado, é tentador considerar as disrupções de mercado uma ameaça, mas nós as vemos como uma oportunidade. Quando um mercado não está em transição, ganhar participação de mercado é difícil, você luta para conseguir tirar um ou dois pontos de participação de seus concorrentes. É por isso que eles estão transformando todo o negócio, expandindo-o para capturar crescimento e pensando de uma forma bem diferente sobre o futuro da tecnologia da informação.

O CEO da Cisco John Chambers nem sempre se interessou por tecnologia. Ele fez pós graduação em direito e um MBA e decidiu trabalhar em uma grande empresa com foco em finanças e direito, em Nova York ou Chicago. Mas depois foi convencido por um amigo a trabalhar na IBM, de lá foi para a Wang. A coisa mais importante que ele aprendeu durante esse tempo, foi que até mesmo as grandes empresas correm perigo se perdem uma transição de mercado. A IBM demorou para perceber a mudança dos computadores mainframe para os minicomputadores e para se adaptar a ela. Isso ocorreu porque os gerentes da IBM tinham parado de ouvir seus clientes. Aconteceu a mesma coisa na Wang, que não conseguiu acompanhar a mudança dos minicomputadores para os PCs. Foi um período doloroso, vendo tantas demissões, mas ele aprendeu o que aconteceu quando as empresas não têm coragem de promover a própria disrupção. Foi então para Cisco.

Nos vinte anos desde então, ocorreu toda uma série de mudanças nos tipos de tecnologia de que as empresas dependem e em como elas consomem soluções da Cisco e de outros fornecedores.             Nos anos 1990, o tráfego de internet era roteado através de cabos de fibra ótica. Em poucos anos, a indústria mudou para a tecnologia de computação, que permitiu que mais dados viajassem pelo mesmo cabo. Na telefonia, o mercado mudou da tecnologia analógica para o protocolo de voz sobre internet (VoIP), que permitiu que as empresas enviassem ligações telefônicas na mesma rede que usavam para dados de computador. Lucent, Nortel, Alcatel e outras empresas perderam essa mudança e foram deixadas para trás. Pense em como a internet se expandiu de um meio para e-mails, depois para páginas web e depois para streaming de vídeo e como os usuários mudaram dos computadores de mesa para os smartphones e tablets, para acessar toda essa informação. Agora pense em outra mudança: deixar de possuir servidores e passar a terceirizar para a nuvem. Mais recentemente, a internet das coisas, que é a explosão de conexões entre pessoas, processos, dados e objetos, tem obrigado as empresas a criar novos canais de comunicação para novos tipos de dispositivos.

Algumas dessas mudanças exigiram que os consumidores comprassem novos dispositivos. Todas elas exigiram que as empresas fizessem grandes investimentos em tecnologia. Aquelas que não fizeram, foram mais uma vez, deixadas para trás. Para Cisco, cada transição exigiu uma decisão sobre quando saltar da venda de um produto lucrativo para uma nova tecnologia. Esses saltos, porém, eram cruciais para ficar à frente da curva. A melhor indicação de quando dar o salto vem, com frequência, de nossos clientes. Isso tem ocorrido em quase toda transição de mercado.

Quando estamos confiantes em que um mercado vai mudar, temos três formas de nos adaptar. Se avisamos a mudança com antecedência suficiente, nós mesmos podemos desenvolver a tecnologia em nosso processo tradicional de pesquisa e desenvolvimento. Temos nosso programa Entrepreneurs in Residence, que fornece apoio financeiro, mentoring e oportunidades de colaboração e empreendedores em estágio inicial que trabalham em áreas nas quais vemos grande potencial, tais como analítica de big data, computação em nuvem e segurança empresarial, tudo com a esperança de trazer algumas de suas ideias para a realidade e implementá-las em nossos negócios. Alternativamente, podemos fazer uma aquisição. Já fizemos 174 aquisições e fomos bem-sucedidos com a maioria das nossas.

A terceira forma que temos de nos adaptar é o que chamamos de "spin-in": montamos um grupo de engenheiros e desenvolvedores para trabalhar em um projeto específico e os retiramos da empresa, como se eles fossem uma startup. Incentivamos com recompensas financeiras se eles alcançam objetivos. Isso os ajuda a desenvolver uma verdadeira mentalidade de startup e lhes dá uma capacidade única de recrutar novos talentos. Medimos seu progresso de perto. Quando o projeto estiver completo, trazemos seus membros de volta para a empresa principal. Eles ajudam a trazer produtos inovadores para o mercado rapidamente, mas de forma diferente de nossos pares.

A geografia também pode desempenhar um papel na detecção de mudanças de mercado. Um dos motivos pelos quais Wang e a Digital Equipment fracassaram é que eles estavam na área de Boston, onde ficava a maioria das empresas de minicomputadores.

Você precisa de um tipo de cultura que possibilite uma adaptação rápida às mudanças de mercado. Às vezes isso requer coragem de mudar a sua equipe de liderança. Desde que se tornou CEO já teve sete chefes de vendas, seis CFOs e seis chefes de engenharia. Adaptar-se a novos mercados significa trazer constantemente nova expertise e manter uma cultura resiliente com apetite de mudança.

Nem sempre detectamos corretamente as transações de mercado. Às vezes nos antecipamos muito. Por exemplo, começamos a trabalhar na internet das coisas há mais de sete anos. O mercado não estava pronto, mas o mercado como esperado, acabou mudando. Quando chegou o momento da edição de 2014 da feira de tecnologia Consumer Electronics Show, a internet das coisas foi o tema e a Cisco roubou o espetáculo. Estamos dedicando bastante tempo para falar com cidades e países sobre como eles podem usar a coleta de dados da internet para funcionar com mais eficácia e serem lugares melhores para trabalhar e viver. Cada cidade tem necessidades únicas, por isso as soluções que implementamos variam. Mas de forma geral, o uso de dados de dispositivos conectados e a implementação de tecnologias como as de estacionamento e iluminação pública inteligentes estão ajudando a reduzir custos e melhorar a qualidade de vida nessas cidades. Os países também estão aproveitando a digitalização e a internet de todas as coisas para criar empregos e novas oportunidades de inovação, assim como para melhorar o PIB, com a França, a Alemanha e o Reino Unido na liderança.

Em outras ocasiões, temos a ideia certa, mas cometemos erro na execução. O exemplo pelo qual ele é criticado com  mais frequência é a Flip, a minicâmera de vídeo. Eles adquiriram a empresa que a fez em 2009, como parte da sua entrada no setor de produtos de consumo. Pouco depois, Steve Jobs mostrou a câmera Flip em uma de suas revelações de produtos e anunciou que o iPhone iria gravar vídeo de alta definição. Não foi só o fato de acrescentar vídeo ao iPhone que afetou a Flip, foi também a capacidade do iPhone de enviar facilmente o vídeo para a nuvem. Se eles tivessem incluído essa possibilidade de compartilhamento em todos os smartphones antes da Apple fazer isso, a aquisição da Flip teria sido um sucesso. Mas eles não se moveram com rapidez suficiente e o dano foi feito. Então fecharam a Flip. Promover a própria disrupção pode ser realmente muito difícil. Ele é um grande fã de esportes e acredita que a abordagem para alcançar o objetivo de ser a empresa número um de TI é semelhante à do futebol em muitos aspectos. É tudo uma questão de encontrar uma brecha para chegar ao gol. Neste momento, algumas empresas estão com o gol aberto porque se sentem à vontade com seus modelos de negócios tradicionais e têm medo de mudar. Na Cisco, estão pensando em TI de uma forma diferente, colocando os resultados para o cliente no centro de tudo que fizer. No momento em que é óbvio que você precisa mudar, geralmente é tarde demais. Com muita frequência você tem de estar disposto a fazer um grande movimento mesmo antes que a maioria de seus consultores concorde. Você tem que ser ousado. E tem de ter uma cultura que o deixe descobrir como vencer mesmo sem um plano.

Finance365 traz ao mercado, uma nova mentalidade sobre Governança e Gestão Empresarial. Nossa meta é apresentar aos clientes como aumentar seus lucros através de boas práticas na Governança Corporativa, com crescimento sustentável.

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