A inovação o desafio e a solução

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Uma das inovações mais recentes é a bioeconomia: revolução de ideias aplicadas no campo das ciências biológicas para expandir a economia de forma sustentável. Requer ciência e tecnologia de ponta. A Bioeconomia é o principal alvo da Horizon 2020, novo programa de investimento em pesquisa, inovação e desenvolvimento da União Europeia, que será executado até 2020. O Horizon 2020 tem um orçamento de € 78,6 bilhões e é o maior programa do tipo do mundo, destacou Piero Venturi, chefe da seção de Ciência e tecnologia da Delegação da União Europeia no Brasil.

Com a Horizon 2020, a União Europeia aumentou em 48,3% o orçamento para pesquisa e inovação e pretende estimular a economia, ainda abalada pela crise internacional. O programa anterior tinha, chamado de Sétimo Programa Quadro (FP7), tinha orçamento de € 53 bilhões.

O Horizon englobará tudo o que já constava no (FP7) em sete grandes eixos temáticos. No primeiro está a bioeconomia, que engloba saúde, alterações demográficas, bem-estar, segurança alimentar, agricultura sustentável e pesquisa marítima. Outras áreas beneficiadas são energia segura, não poluente e eficiente; transportes inteligentes, ecológicos e integrados; ação climática e eficiência na utilização de recursos e matérias-primas; eficiência de recursos e matérias-primas; e sociedades inclusivas, inovadoras e seguras. "Não podemos resolver preocupações sociais sem uma colaboração multidisciplinar".

A cooperação internacional é crucial para muitos dos objetivos do Horizon 2020 e no Brasil ocupa uma posição de destaque entre os parceiros em potencial para desenvolver pesquisa com a União Europeia. Ela está aberta à participação de outros países em ações relevantes no campo da pesquisa e inovação. Há interesse especial em relação ao Brasil e às demais nações da América Latina e com os participantes do grupo dos Brics, que inclui além do Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. Entre as primeiras iniciativas importantes desse tipo do Horizon 2020 estão a aliança transatlântica feita com os Estados Unidos e Canadá e a iniciativa com a China nas áreas de alimentos, agricultura e biotecnologia.

"Precisamos trabalhar em bases multilaterais na Bioeconomia e alinhar agendas". Nesta direção, foram oferecidas 12 bolsas de estudo ao Brasil, por meio do programa Ciência sem Fronteiras em vários centros universitários europeus nas áreas de ciência agrária, energia, meio ambiente, biotecnologia, nanotecnologia e segurança da informação.

Venturini esclareceu que a definição usada no bloco é que a Bioeconomia é a produção de recursos biológicos renováveis e a transformação desses recursos em bens de valor agregado como alimentos, produtos biológicos e bioenergia. Envolve portanto vários setores como: agricultura, exploração florestal, pesca, alimentos, papel e celulose, química, biotecnologia e indústria de energia.

A pesquisa e inovação são usadas são usadas para produzir matérias-primas sustentáveis na agricultura, área florestal pesca e Aquicultura; aproximação das indústrias e atividades para criar novas cadeias de valor, que têm potencial para criar novos produtos e empregos; um conceito de sistema integrado. Isso não poderia ser feito sem a promoção de pesquisa multidisciplinar e a inovação transversal.

A bioeconomia tem pela frente vários desafios, mas um dos principais é garantir a segurança alimentar. O mar oferece um grande potencial de exploração tanto na área de alimentos quanto na energia. A previsão é que dentro de dez anos, a bioeconomia estará concentrando 130 milhões de empregos e produzindo €45 bilhões em valor adicionado em seus vários setores. A estratégia da Europa para a bioeconomia tem objetivos bem ambiciosos. O plano de ação envolve garantir a segurança alimentar, administrar de modo sustentável os recursos naturais, reduzir a dependência dos recursos não renováveis, mitigar o impacto das mudanças climáticas, criar empregos e manter a competitividade da região.

O plano envolve três pilares: o investimento em pesquisa, inovação e tecnologia; reforçar a política de interação e envolver o público estratégico e a sociedade; e desenvolver os mercados e a competitividade dos setores da bioeconomia, além de criar novos instrumentos e infraestrutura.

O investimento em pesquisa, inovação e capacidades busca canalizar recursos substanciais públicos e privados, o aumento das pesquisas e inovações multidisciplinares e transversais, promover a difusão da inovação nos setores da bioeconomia, criar mecanismos de avaliação dos resultados e desenvolver a capacidade humana na área.

Foi criado o painel da bioeconomia para garantir a sinergia e coerência da política dos diversos membros da região, apoiar a participação dos pesquisadores, estabelecer um observatório da bioeconomia; estimular o desenvolvimento de estratégias regionais e nacionais; desenvolver a cooperação mútua; e manter a comunicação global com parceiros como o Brasil para troca de dados e elaborar modelos e ferramentas. E para desenvolver mercados e a competitividade, fornecer conhecimento para ampliar a produção e o entendimento da biomassa, sua disponibilidade e demanda e promover a criação de uma rede de biorrefinarias; estabelecer indústrias baseadas na biotecnologia e informar os consumidores a respeito das propriedades dos produtos manufaturados pela biotecnologia.

Um dos objetivos é integrar as cadeias de valor em três campos. Na área de matérias-primas, apoiar o fornecimento sustentável de biomassa. Nas biorrefinarias, otimizar a eficiência por meio da pesquisa e desenvolvimento e dar o salto para a produção em larga escala. E nos mercados, desenvolver o espaço para os produtos da biotecnologia.

Para isso, precisamos de financiamento do setor público e também buscar apoio financeiro do setor privado, além de envolver a academia em pesquisa interessante na área da inovação, que transformem a teoria em prática. Faz parte dos objetivos focar as empresas bioenergética de segunda geração. Um projeto em andamento é a parceria público-privada de pesquisa e desenvolvimento da biotecnologia acertada entre a Comissão Europeia e o Biobased Industries Consortium (BIC), na qual o governo vai investir €3,7 bilhões e as indústrias participarão com um volume de recursos três vezes maior. O objetivo é criar novas cadeias de valor biotecnológicas na Europa baseadas nas biorrefinarias de segunda geração. O governo precisa apoiar os investimentos em tecnologia e zelar pela segurança jurídica e oferta de mão de obra qualificada, sem interferir nos empreendimentos. As vantagens do Brasil não podem ser desperdiçadas.

Fonte - Revista Harvard Business Review

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