A Revolução da Gestão

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O volume de dados hoje reunidos por empresas é maior do que sua capacidade de processá-los. Para transformar essa informação toda em ouro, é preciso novas competências e um novo estilo de gestão. Explorar a imensidão de informação hoje ao dispor da empresa pode melhorar radicalmente os resultados. Mas primeiro é preciso mudar a cultura de tomada de decisões.

"Não dá para administrar o que não se mede". Há muita sabedoria nesta máxima, que já foi atribuída tanto a W. Edwards Deming quanto a Peter Drucker e explica por que a recente explosão de dados digitais é tão importante. Resumindo, devido ao chamado "big data", um gestor pode medir e portanto, saber muitíssimo mais sobre o negócio e converter esse conhecimento diretamente em decisões e resultados melhores.

Peguemos o varejo. O comércio livreiro tradicional, com lojas físicas, sempre teve como saber que livros vendiam ou não. Se tivesse um programa de fidelidade, dava até para descobrir que cliente tinha comprado esse ou aquele livro. E era só. Quando o comércio foi para a internet, no entanto, o conhecimento sobre a clientela aumentou radicalmente. Varejistas eletrônicas podiam monitorar não só o que o público comprava , mas também que outros itens checava; como navegava pelo site; até onde era influenciado por promoções, resenhas e pela organização das páginas e semelhanças entre indivíduos e grupos. Em pouco tempo criaram algoritmos para prever que livro um certo cliente gostaria de ler em seguida, algoritmos que iam melhorando cada vez que o cliente aceitava ou ignorava uma recomendação. O varejo tradicional simplesmente não tinha como obter esse tipo de informação, que dirá agir com base nela no momento oportuno. Não é a toa que a Amazon levou, a falência tanta livraria tradicional. Hoje é normal esperarmos de empresas que já nasceram digitais, proezas que não passavam de sonho para executivos de uma geração atrás. Só que o fenômeno do big data, tem o potencial de transformar empresas tradicionais também, ao abrir oportunidades ainda maiores para que consigam vantagem competitiva. O big data dessa nova revolução tem muito mais força do que a analítica usada no passado. Podemos medir e administrar de forma mais precisa do que nunca. Podemos fazer projeções melhores e tomar decisões mais inteligentes. Podemos promover intervenções direcionadas, mais eficazes e isso em áreas onde até aqui imperavam o instinto e a intuição, não dados e rigor. A medida que forem se disseminando, ferramentas e filosofias do big data vão mudar velhas ideias sobre o valor da experiência, a natureza do conhecimento e a prática da administração. Líderes sagazes de tudo quanto é setor encararão o uso do big data como aquilo que realmente é: uma revolução na gestão. Os desafios para a gestão, no entanto, são concretíssimos. A cúpula da empresa precisa abraçar a tomada de decisões baseadas em evidências. É preciso contratar cientistas de dados capazes de detectar padrões em dados e convertê-los em informação útil para a empresa. E a organização inteira precisa reformular seu conceito de "critério".

O movimento do big data assim como da analítica, busca extrair informações de montanhas de dados e converter isso tudo em vantagem competitiva, porém com três grandes diferenças:
1 - Volume - o volume de dados que circulam a cada segundo pela internet é maior do que toda a informação armazenada na rede 20 anos atrás. 2 - Velocidade - Em muitos caso, a velocidade de geração de dados é ainda mais importante do que o volume. A informação em tempo real, ou quase, permite à empresa ser muito mais ágil do que concorrentes. 3 - Variedade - O big data inclui mensagens, atualizações e imagens postadas em redes sociais; leituras de sensores; sinais de GPS de celulares e por aí vai. É fácil esquecer que o iPhone foi lançado há apenas sete anos e o iPad, em 2010. Ao mesmo tempo, a contínua queda no custo de todos os elementos da informática; armazenamento, memória, processamento, largura de banda e outros; significa que abordagens fundadas no uso intensivo dados, até então caríssimas, rapidamente barateiam. 
Com mais e mais atividade empresarial sendo digitalizada, novas fontes de informação e equipamentos cada vez mais baratos se unem para inaugurar uma nova era, que traz grande volumes de informação digital sobre praticamente todo assunto de interesse para a empresa. Cada um de nós hoje é um gerador ambulante de dados. A era analítica trouxe técnicas rigorosas à tomada de decisão; o big data é, a um só tempo, mais simples e mais poderoso. É como diz o diretor de pesquisa da Google, Peter Norvig: " Não temos algoritmos melhores, temos apenas mais dados".

O poder do big data, permite projeções mais certeiras, decisões melhores e intervenções precisas. E tudo isso em escala aparentemente ilimitada. O que estamos vendo é uma transformação fundamental da economia e quase nenhuma esfera da atividade empresarial ficará de fora dessa mudança.

Desafios técnicos do uso do big data são bem reais, mas os desafios de gestão são ainda maiores, a começar pelo papel da alta equipe executiva.

Um dos aspectos mais críticos do big data é seu impacto sobre a forma como decisões são tomadas e quem as toma. Se a decisão é particularmente importante, esses indivíduos em geral são lá do alto da organização ou então gente de fora contratada a peso de ouro por sua experiência e histórico. Na comunidade do big data, muitos sustentam que a maioria das decisões importantes de uma empresa seguem a "HiPPO": the highest-paid person´s opinion, a opinião da pessoa mais bem paga. Mas o poder do big data não elimina a necessidade da visão humana. Como diria Pablo Picasso " O computador é algo inútil, a única coisa que faz é dar respostas"

Uma empresa só vai colher os benefícios da transição para o uso do big data se puder administrar a contento a mudança. Nesse processo cinco áreas são particularmente importantes.
1 - Liderança - Uma empresa não triunfa na era do big data só por ter mais dados ou dados melhores, mas sim porque a equipe de liderança traça metas claras, define o que será considerado sucesso e faz as perguntas certas. O poder do big data não elimina a necessidade de visão nem a sagacidade humana, longe disso, ainda precisamos de líderes empresariais capazes de detectar uma grande oportunidade, de entender como o mercado está evoluindo, de pensar com criatividade e de propor coisas realmente novas, de articular uma visão contundente, de convencer os outros a abraçá-la e dar duro para que se materializa, de lidar bem com os clientes, trabalhadores, acionistas e outros interessados e ao mesmo tempo consigam mudar o modo como muitas das decisões são tomadas. 2 - Gestão de talentos - À medida que o custo desses dados cai, sobe o valor de complementos a esses dados. Ente os mais importantes estão cientistas de dados e outros profissionais capazes de trabalhar com grandes volumes de informação. Mais importante ainda talvez seja a capacidade de depurar e organizar grandes conjuntos de dados, já que os novos tipos de dados raramente vêm em formato estruturado. O conhecimento na formulação de experimentos pode ajudar na transposição do fosso entre correlação e causalidade. Mas é difícil achar profissionais com esse currículo, quando a demanda é grande. 3 - Tecnologia - A ferramentas disponíveis para lidar com o volume, a velocidade e a variedade do big data melhoraram muito nos últimos anos. O Hadoop, o sistema mais usado, combina servidores comuns com software open source. Embora não seja tudo, a atenção à tecnologia é um elemento indispensável de uma estratégia de big data. 4 - Tomada de decisão - Uma organização eficaz situa a informação e direitos de decisão pertinentes no mesmo lugar. Na era do big data, a informação é gerada e transferida e o conhecimento volta e meia não está onde costumava estar. O líder astuto vai e cria uma organização flexível o bastante para minimizar a síndrome do " não foi inventado aqui " e maximizar a cooperação entre as áreas distintas. É preciso reunir gente que entenda do problema em torno dos dados certos e também gente dotada de técnicas de resolução de problemas que possam efetivamente explorar esses dados.
A evidência é clara: decisões tomadas com base em dados tendem a ser decisões melhores. Ou o líder aceita esse fato ou é substituído por alguém que o faça. Em setor após setor, empresa que descobrirem como combinar a tarimba em uma determinada área com a ciência dos dados vão deixar as rivais para trás. Não dá para dizer que toda vencedora está usando o big data para transformar a tomada de decisão, mas os dados nos dizem que essa é a aposta mais segura.

Fonte - Revista Harvard Business Review

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