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 O desafio na gestão da Geração Y

 

 

 

Eles já foram acusados de tudo: distraídos, superficiais e até egoístas. Mas se preocupam com o ambiente, têm fortes valores morais e estão prontos para mudar o mundo.

Eles só fazem o que gostam. A maioria não consegue passar mais de três meses no mesmo trabalho e levam a sério esse papo de cuidar do meio ambiente. Eles são impacientes, preocupados com si próprios, interessados em construir um mundo melhor e, em pouco tempo, vão tomar conta do planeta.

Com 20 e poucos anos, esses jovens são os representantes da chamada Geração Y, um grupo que está, aos poucos, provocando uma revolução silenciosa. Sem as bandeiras e o estardalhaço das gerações dos anos 60 e 70, mas com a mesma força poderosa de mudança, eles sabem que as normas do passado não funcionam - e as novas estão inventando sozinhos. "Tudo é possível para esses jovens", diz Anderson Sant'Anna, professor de comportamento humano da Fundação Dom Cabral. "Eles querem dar sentido à vida, e rápido, enquanto fazem outras dez coisas ao mesmo tempo."

Folgados, distraídos, superficiais e insubordinados são outros adjetivos menos simpáticos para classificar os nascidos entre 1978 e 1990. Concebidos na era digital, democrática e da ruptura da família tradicional, essa garotada está acostumada a pedir e ter o que quer. "A prioridade deles é terem liberdade nas escolhas, fazerem o que gostam e buscar o melhor eles". "Ficam muito insatisfeitos se veem que foram parar em um lugar onde fazem coisas sem sentido, que não acrescentam nada."

A estatística comparando o número de funcionários da Geração Y [1], Geração X [2] e Baby Bommers [3] nas 150 Melhores da Exame em 2008, mostra que um número de jovens (entre 18 a 30 anos), está aumentando significativamente nas empresas. Os jovens, da chamada geração Y, ocupam 45,3% das posições, enquanto os líderes, da Geração X são 40,8% e da Baby Bommers, são só 13, 9%.

A probabilidade da geração Y ocupar mais de 50% dos cargos das empresas está muito próxima, se é que já não chegou em alguns segmentos. Cada uma destas gerações encara o trabalho de forma peculiar e as empresas muitas vezes adotam programas de desenvolvimento para lidar com cada geração de forma fragmentada, esquecendo de "olhar o todo”.

O desafio para lidar com a geração Y com certeza ocorre em duas esferas: educacional e organizacional. A empresa recebe "o jovem pronto”, formado, falando mais de um idioma, buscando o melhor curso de MBA, mas desconhece o que ocorreu durante a sua formação educacional, e ignora as dificuldades enfrentadas pelos educadores na formação destes jovens. Da mesma forma o gestor, no universo organizacional, desconhece o jovem que esta chegando sem experiência, sabe apenas que ele atende, muitas vezes supera o perfil desejado pela Empresa. "Esses jovens estão aptos a desenvolver a autorrealização, algo que, até hoje, foi apenas um conceito", afirma Anderson Sant'Anna. "Questionando o que é a realização pessoal e profissional e buscando agir de acordo com seus próprios interesses, os jovens estão levando a sociedade a um novo estágio, que será muito diferente do que conhecemos."

Nessa etapa, "busca de significado" é a expressão que dá sentido às coisas. Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) realizada com cerca de 200 jovens de São Paulo revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm envolvidos em atividades que gostam, e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Na questão "qual pessoa gostaria de ser?", a resposta "equilibrado entre vida profissional e pessoal" alcançou o topo, seguida de perto por "fazer o que gosta e dá prazer". O estudo, desenvolvido por Ana Costa, Miriam Korn e Carlos Honorato e apresentado em julho, tentou traçar um perfil dessa geração que está dando problema para pais, professores e ao departamento de RH das empresas.

No trabalho, é comum os recém-contratados pularem de um emprego para o outro, tratarem os superiores como colegas de turma ou baterem a porta quando não são reconhecidos. "Descobrimos que eles não são revoltados e têm valores éticos muito fortes, priorizam o aprendizado e as relações humanas", diz Miriam. "Mas é preciso, antes de tudo, aprender a conversar com eles para que essas características sejam reveladas."

E essa conversa pode ser ao vivo, pelo celular, e-mail, msn, Twitter ou qualquer outra ferramenta de comunicação que venha a surgir no mundo. Essa é a primeira geração que não precisou aprender a dominar as máquinas, mas nasceu com TV, computador e comunicação rápida dentro de casa. Parece um dado sem importância, mas estudos americanos comprovam que quem convive com ferramentas virtuais desenvolve um sistema cognitivo diferente.

É mais ou menos como se os nascidos nas duas últimas décadas fossem um celular de última geração. "Eles já vieram equipados com a tecnologia wireless, conceito de mobilidade e capacidade de convergência", diz a psicóloga Tânia Casado, coordenadora do Programa de Orientação de Carreiras (Procar) da Universidade de São Paulo. "Usam uma linguagem veloz, fazem tudo ao mesmo tempo e vivem mudando de lugar." O analista Francis Kinder, de 22 anos, não permanece muito tempo fazendo a mesma coisa. "Quando as coisas começam a estabilizar fico infeliz", diz. "Meu prazo é três meses, depois disso preciso mudar, aprender mais."

Um estudo da consultoria americana Rainmaker Thinking revelou que 56% dos profissionais da Geração Y querem ser promovidos em um ano. A pressa mostra que eles estão ávidos para testar seus limites e continuar crescendo na vida profissional e pessoal. Essa vontade de se desenvolver foi apontada como fundamental para 94% dos jovens entrevistados pelos pesquisadores da FIA. Os dados refletem a intenção de estar aprendendo o tempo todo. Mas, dessa vez, o professor precisa ser alguém ético e competente.

"Esse ambiente onde qualquer um pode ser desmascarado com uma simples busca no Google ensinou aos mais novos que a clareza e a honestidade nas relações é essencial", afirma Ana Costa, pesquisadora da FIA.  Esse sentimento é compartilhado por 97% dos nascidos nessa geração, que afirmam não gostar de encontrar atitudes antiéticas ao seu redor, de acordo com os dados da FIA. "Chegou a hora dos chefes transparentes, alguém que deve ensinar. A geração passada enxergava os superiores como seres para respeitar e obedecer. Não é mais assim."

Mas, além de aprender com os superiores, eles sabem que também podem ensiná-los, em uma relação horizontal. Os jovens modernos funcionam por meio de redes interpessoais, nas quais todas as peças têm a mesma importância. "A Geração Y mudou a forma como nós interagimos", diz Ana Costa. "O respeito em relação aos superiores ou iguais existe, mas é uma via de duas mãos. Eles só respeitam aqueles que os respeitam, e veem todos em uma situação de igualdade".

Os sinais mais claros da importância que os jovens dão aos próprios valores começam a piscar no mundo do trabalho. Como seus funcionários, as empresas estão flexibilizando as hierarquias, agindo em rede, priorizando a ética e a responsabilidade. E, se no passado a questão era saber equilibrar a vida íntima com uma carreira, hoje isso não é nem sequer questionado: a vida fora do escritório é a mais importante e ponto final.

Uma oficina sobre carreiras com estudantes da Faculdade de Administração da USP mostrou que a prioridade da maioria deles é ter "estilo de vida", ou seja, integrar o emprego às necessidades familiares e pessoais - e não o contrário. "A grande diferença em relação às juventudes de outras décadas é que, hoje, eles não abrem mão das rédeas da própria vida", diz Tânia Casado. "Eles estão customizando a própria existência, impondo seus valores e criando uma sociedade mais voltada para o ser humano, que é o que realmente importa no mundo."

Sabendo dessas características a área de Recursos Humanos, juntamente com os demais gestores, consegue buscar alternativas para sanar os problemas que envolvam a geração Y, e também encontrar a melhor maneira de administrar o conflito entre as gerações.

Uma empresa não deve mudar toda sua cultura nem todos os programas voltados para retenção dos jovens. No entanto vale à pena fazer um algo mais para retê-los, uma vez que eles também devem fazer a sua parte, agindo com mais maturidade e paciência no dia a dia, sabendo lidar com as outras gerações e mostrar para empresa que como as demais gerações também podem fazer a diferença.

Todas essas gerações trabalhando juntas podem fazer diferença no ambiente corporativo, a geração Y respeitando os conhecimentos empíricos adquiridos pelas gerações anteriores no decorrer dos anos, as gerações anteriores tentando adaptar-se às constantes mudanças exigidas pelas novas tecnologias.

Essa diversificação faz com que haja sempre a busca da excelência e assim, alcançando o objetivo da organização, sempre visando a compreensão das novas gerações que surgirão. A geração Y tem muito a agregar e saber aproveitar isso faz diferença.

Fonte: Pesquisa na Internet

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