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Espiritualidade nas organizações

 

 

 

 

 

 

O termo espiritualidade na Organização possui uma definição prolixa e abstrata como próprio nome revela, mas podemos resumidamente clarificar que está associado ao significado do trabalho, sentido de trabalho, significado da empresa. Alinhamento do colaborador com as, politicas, valores, visão e missão.

Dalai Lama (2000) disse o seguinte: “Considero que a espiritualidade esteja relacionada com aquelas qualidades do espírito humano, tais como amor e compaixão, paciência, tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia e que trazem felicidade tanto para a própria pessoa como para os outros”

A palavra espírito tem sua raiz etimológica do Latim "spiritus", significando "respiração" ou "sopro", mas também pode estar se referindo a "alma", "coragem", "vigor".
Organização é uma palavra originada do Grego em sua raiz etimológica "organon" que significa instrumento, utensílio, órgão ou aquilo com que se trabalha.

Organização ou ordem no Latim “ordo”, “inis”, significa disposição, arranjo, ordem.
Segundo Dicionário Aurélio Brasileiro o termo espiritualidade é definido: Tudo o que possa demonstrar ou ter fundamento espiritual. Que possui ou revela elevação, transcendência; sublimidade. Teologia. Prática, exercícios devotos que têm por objeto a vida espiritual.

Segundo Dicionário Aurélio Brasileiro o termo Organização é definido: Ação ou efeito do organizar, de pôr a funcionar. Estado do que se acha organizado. Modo pelo qual as partes compõem um ser vivo e estão dispostas a cumprir suas funções. Preparação. Forma pela qual um Estado, uma administração, um serviço estão constituídos.

A espiritualidade não é ritualismo, não tem necessariamente a ver com práticas religiosas, que podem ser um dos caminhos. Espiritualidade é a essência do homem, é o seu ser, é a maneira de se comportar, agir e pensar.” Ashmos & Duchon afirmam que para uma quantidade progressiva de pessoas, o local de trabalho propicia o único laço consistente com outras pessoas e a única via para satisfazer as necessidades humanas de conexão e de contribuição

As pessoas passam boa parte de suas vidas trabalhando em organizações e dependem delas para sua subsistência e sucesso pessoal. Já as organizações dependem diretamente das pessoas para produzir seus bens e serviços, atender os clientes, etc.

Objetivos da empresa

  • Lucratividade;
    • Produtividade;
    • Qualidade nos produtos/serviços;
    • Redução de custos;
    • Participação no mercado.

Expectativas do colaborador

  • Melhores Salários;
    • Estabilidade;
    • Qualidade de vida;
    • Satisfação;
    • Reconhecimento;
    • Crescimento;
    • Liberdade para trabalhar.

Para que haja essa sintonia fina entre objetivos da empresa e expectativas dos colaboradores, os lideres possuem um papel fundamental, pois é o líder que terá a responsabilidade desenvolver os colaboradores. E será sempre a ponte entre a empresa e os colaboradores.

Deverá criar, manter e desenvolver um contingente de pessoas com habilidade e motivação para realizar os objetivos organizacionais;

Gerenciar empresas:

  • Criar, manter e desenvolver condições organizacionais de aplicação, desenvolvimento e satisfação das pessoas, propiciando o alcance de objetivos individuais;
    Os líderes ou gestores são responsáveis por atingir resultados, através do desempenho de pessoas, porém muitos destes resultados têm pouca importância motivadora. Neste caso, a tarefa da liderança deverá ser sensibilizá-los sobre suas relevâncias e os benefícios pessoais que alcançarão, envolvendo-se em tais atividades.

A espiritualidade nas organizações significa elevação e sublimidade no ato ou modo pelo qual as partes compõem um ser vivo e estão dispostas a cumprir suas funções. Sentido profundo e propósito na realização do trabalho. Trabalho com significado. Comprometimento, reconhecimento, respeito, valor, estima, associação e identidade com a organização reciprocamente.

Quando as organizações proporcionam um ambiente de satisfação através de valores da espiritualidade, alinhados com o objetivo do todo de maneira ética e transparente valorizando o capital humano cria-se uma maior identificação organizacional, e induzem positivamente as pessoas a desenvolver laços afetivos, segurança emocional e psicológica, laços de confiança, estabelecendo com a organização um contrato psicológico de natureza relacional, pois o profissional se sente valorizado como ser humano e não apenas como recurso da organização, mas se enxerga com um sentido maior, com um proposito, procurando atuar favoravelmente em prol da organização. É também presumível que, recebendo da organização recursos espirituais e motivacionais, o colaborador desenvolva o dever de responder reciprocamente com maior comprometimento afetivo e um sentido mais forte do dever de lealdade.

Para isso, será necessário atrair e desenvolver competências com uma nova abordagem, está não será mais baseada apenas em C+H+A Conhecimento, Habilidade, Atitude, mas sim em C+H+A+V+E+S isto é;


Conhecimento - Saber: Conhecimento técnico, experiência;
Habilidade - Capacidade: Aplicar e fazer uso do conhecimento;
Atitude - Querer Fazer: Predisposição do indivíduo;
Valores - Fundamentos morais e da consciência Humana, alinhados com o da organização;
Expectativas - Expectativas, objetivos, anseios;
Sinergia – Conjuntos de esforços em prol do mesmo fim.

O equilíbrio entre os viés: Objetivos da empresa x Objetivos dos colaboradores é o que proporciona a espiritualidade das organizações, a luz do entendimento e amplitude que o termo propõe. E será essa a parte que faltava no quebra cabeças para o sucesso sustentável das empresas?

Os seres humanos são seres racionais, mas também emocionais e espirituais. “Têm uma mente e um espírito e o desenvolvimento do espírito é tão importante quanto o desenvolvimento da mente” (Ashmos e Duchon, 2000, p. 136). Se os seres humanos são, também, seres espirituais, que procuram sentido e significado para o seu trabalho a ser realizado num contexto de comunidade, então as organizações que dificultam estes anseios serão penalizadas. Quando o trabalho não tem significado para a vida, a criatividade não flui. O comprometimento e a motivação para o trabalho são menores. A cooperação e o espírito de equipe são penalizadas. Os níveis de estresse são mais elevados, podendo gerar acidentes de trabalho, erros decisórios e problemas de saúde física e psicológica. A identificação dos indivíduos com a organização é menor, e isso pode refletir-se no modo como se pronunciam externamente acerca da sua organização e, por conseguinte, na reputação organizacional. Os talentos abandonam mais provavelmente a empresa, que fica também com menor potencial atrativo para recrutar e selecionar bons candidatos. A lealdade organizacional é menor. Distintamente, quando as organizações criam espaços espiritualmente ricos, os seus membros satisfazem as necessidades espirituais, experimentam um sentido de segurança psicológica e emocional, sentem-se valorizados como seres intelectual, emocional e espiritualmente válidos, experimentam sentidos de propósito, de autodeterminação, de alegria e de pertença. Em contrapartida da recepção destes “recursos” espirituais e motivacionais, desenvolvem maior ligação afetiva com a organização e sentem o dever de responder reciprocamente, de serem mais leais e mais produtivos.

Os seres humanos são seres complexos, compostos de razão, emoção e espírito. Durante muito tempo, as investigações e a ação nas organizações concederam atenção quase exclusiva à razão, descuidando do fato de que os seres humanos também são dotados de emoções. Essa clivagem foi ultrapassada, sendo hoje amplamente aceita a estrita conexão entre as duas vertentes, como emerge da imensa literatura sobre inteligência emocional. É possível que algo do mesmo teor venha a suceder com a vertente espiritual. A “cisão cartesiana” (Waddock) presente no mundo ocidental tem impedido que o tema se alastre nos domínios da ciência e da prática organizacional. Mas há hoje indícios claros de que, tanto no terreno acadêmico quanto no empresarial, o tema vem sendo estudado, praticado e desenvolvido. A tendência foi bem paradigmatizada numa entrevista ao Jornal de Notícias, de Luís Portela, presidente da Bial, uma reputada empresa européia do setor farmacêutico: É espantoso como 95% da humanidade falam de alma, ou do espírito, como atitude de fé, mas é um espanto que a Ciência, durante tanto tempo, tenha vivido algo divorciada dessa realidade e, de uma forma geral, como atitude científica, diga que não existe nada disso. O que parece que faz falta é uma conjugação de esforços no sentido de um conhecimento do que é a realidade do ser, não só físico como espiritual. O que existe, o que não existe, qual é a relação disso com o corpo físico, como é que, a partir daí, o homem poderá fazer mais e melhor. Em ser espiritual como uma partícula de energia do cosmos

“Não somos seres humanos tendo experiências espirituais; antes, somos seres espirituais tendo experiências humanas”. Chardin (1945)

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