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Este trabalho apresenta de forma simplificada conceitos e diversas formas de liderança que são recomendadas e aplicadas nas organizações em geral, e conclui com o que devemos buscar para sermos realmente líderes que tragam benefícios para as nossas equipes de trabalho. Mostra que ser líder, acima de tudo é servir e não ser servido, e que é necessário acima de tudo um conhecimento de si mesmo bastante profundo, para que possa realmente aplicar de forma benéfica a liderança.

Líder, um super-homem com supra poder, ou uma pessoa com um singular conhecimento de si mesmo, altamente preparada para lidar com pessoas, mudanças de cenários, adversidades, problemas diversos, e complexos sistemas de relacionamentos existentes hoje nas organizações?

Aquele que compreender o porquê da comparação com um super-homem na pergunta anterior, já teve alguma experiência com liderança e sabe de seus desafios constantes. E com certeza visualizou quais qualidades e competências teremos que atingir para sermos realmente líderes. Agora aquele que já se visualizou como sendo um indivíduo que se aproxima da descrição da segunda parte da pergunta feita anteriormente, no mínimo já se situou como líder e está no caminho de se tornar um líder eficaz..

Para conhecer bem a complexidade do assunto liderança, serão apresentados vários tipos de liderança, para dar embasamento científico, para que de posse dessa diversidade de opiniões, possa ser levantada a questão chave sobre ser líder e sobre como aplicar a liderança de forma a obter o melhor desempenho de equipes e times nas organizações.

É melhor utilizar poder ou exercer liderança?

Para começar a falar de liderança é necessário entender a definição de PODER e LIDERANÇA.
PODER: Trata-se de conseguir resultados através de um poder herdado, conquistado, onde seus subordinados executam o que é solicitado pela simples obrigação imposta.
LIDERANÇA: Trata-se da atividade onde direcionamos o trabalho de nossos subordinados e criamos as melhores condições para que eles possam exercer suas funções.

Existem pessoas que não exercem liderança, mas usam poder em suas equipes, ou seja, seus subordinados executam suas tarefas pelo simples fato de serem obrigados, e não por prazer ou por consciência de que necessitam executá-las.
A pessoa que possui o perfil que utiliza o poder em sua relação com a equipe é vista como: arrogante, prepotente, uma pessoa que não toma a frente das atividades, não se preocupa com a equipe, não é um bom ouvinte e a equipe trabalha com ele por obrigação.

A pessoa que possui o perfil que utiliza a liderança como ferramenta é vista pela equipe como: participativo, trabalha para a equipe e pela equipe, abre caminhos para facilitar o trabalho da equipe, é um bom ouvinte, aceita opiniões e as avalia, obtém os melhores resultados de suas equipes e principalmente, tem a aprovação da equipe. É preciso dizer qual dessas pessoas irá colher melhor resultado de suas equipes? O poder pode ser usado? Pode e deve, mas somente em situações extremas e mesmo assim, antes de usá-lo pense nas consequências.

Liderança Estratégica: um novo desafio

Nos últimos anos, mais um desafio surgiu e se somou àqueles com os quais os líderes têm de lidar no dia-a-dia das organizações: desenvolver e praticar a liderança estratégica.
Há várias formas de definir liderança estratégica. Talvez a mais simples e elucidativa seja a seguinte: é um conjunto de habilidades e competências que faz com que os líderes executivos passem a reconhecer e praticar a atitude de pensar não apenas em termos de curto prazo, resultados imediatos e contextos restritos, mas também em termos de médio e longo prazo, resultados mediatos e contextos amplos.

Fica evidente, portanto, que pensar e agir tanto de modo local quanto de maneira global, segundo as necessidades das organizações e do mercado, passa a fazer parte das tarefas das lideranças atuais.  E para tanto, é necessário desenvolver determinadas habilidades e competências. Entre as mais importantes estão sem dúvida, as habilidades e competências relacionadas aos temas: ética e valores; pensamento estratégico; visão de futuro; e consciência e sustentabilidade.

Os executivos líderes precisam estar atentos aos novos desafios da competitividade corporativa, pois hoje em dia não se concebem mais corporações competitivas que não reconheçam os temas acima citados como indicadores de sucesso e fatores vitais para a sobrevivência no negócio. E para superar os novos desafios apresentados no mercado para as empresas que buscam o sucesso, os executivos líderes têm que apresentar características que são consideradas essenciais: Saber reintegrar conhecimentos dispersos; saber inspirar visão de futuro; saber como criar comprometimento compartilhado.

Em outros termos, não é possível enfrentar a diversidade e instabilidade cada vez maiores do mundo atual por meio de modos de pensar simplistas, imediatistas e locais como os hoje predominantes em nossas sociedades. Portanto, é preciso mudar de modelo mental, isto é, desenvolver novos modos de pensar que levem a níveis adequados de adaptabilidade e integração às novas realidades.

Liderança de baixo para cima

Por que demora tanto para perceber que pessoas são mais importantes que números? Por que é tão difícil compreender que tratar empregados e clientes como gostaríamos de ser tratados, os negócios geralmente atingirão patamares mais elevados? A delegação de poderes “de baixo para cima” reconhece que os mais próximos ao trabalho são ativos que possuem informações pertinentes e mais exatas sobre as necessidades da empresa e de seus clientes.
A Bíblia escrita há mais de 2.000 anos, traz observações surpreendentes e relevantes sobre o contraste em liderança “de cima para baixo” e a “de baixo para cima”. Vale notar que a palavra “liderança” aparece somente seis vezes na Bíblia inteira, enquanto “servo” é mencionada 46 vezes só no livro de Gênesis.

As palavras “servo” do Antigo Testamento e “ministro” do Novo Testamento têm significados similares. Ambas trazem a idéia de um “under-rower” (remadores de baixo). “Under-rowers” eram homens que ficavam no mais baixo nível nos navios que vendiam escravos. Acorrentados a seus postos, esses escravos realizavam o trabalho mais difícil, uma vez que seus remos eram os que entravam mais profundamente no mar. Para evitar que morressem por causa do calor sufocante, o teto acima deles era grade de metal, que era o “piso” onde ficavam remando os escravos das fileiras de remos intermediária e do topo. Impossibilitados de deixar suas posições, os “remadores de baixo” não apenas trabalhavam mais duramente, como também sofriam a indignidade de terem dejetos humanos caindo sobre suas cabeças.

A Bíblia ensina que o verdadeiro servo “Líder”, cuja lealdade mais elevada é para com o Deus Altíssimo, tem consciência que o seu papel dentro da empresa não é ser servido, mas sim servir, não importa quanto lixo ou aborrecimentos surjam em seu caminho. Se você se tornar um líder assim, disposto a humilhar-se, seus subordinados e pares o seguirão a qualquer parte, seja em tempos difíceis, seja na prosperidade!

Jesus Cristo descreveu este princípio: “Quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos”. E explicando Seu próprio chamado para Se tornar o Supremo Servo por meio de Sua disposição de enfrentar a morte numa rude cruz, para sofrer o castigo pelos pecados da humanidade, Ele completou: “Nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas para servir dar Sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10.43-44).

Todos podem ser lideres! É só querer.

Não temos nada de novo a ensinar sobre liderança. O que nós precisamos é colocar as velhas teorias em prática. Esse é o recado do guru norte-americano James C. Hunter para os profissionais brasileiros. O autor já vendeu 280.000 cópias do livro O Monge e o Executivo no Brasil. A seguir, serão listados alguns pontos que o autor James C. Hunter apresenta para se tornar um grande líder. Liderança é influência, é sua habilidade de inspirar as pessoas a agir. Significa conquistá-las por inteiro: espírito, coração, mente, braços, pernas.

Um bom líder serve, em vez de ser servido, Se liderança é influência e isso significa inspirar as pessoas a agir, ninguém fez isso melhor do que Jesus Cristo. O líder tem que servir, sim. Seu papel é ajudar as pessoas da sua equipe a ser melhor que elas podem ser. Se você dá a seu time o que ele precisa, ele também vai lhe dar o que você precisa.

Um bom caráter faz um bom líder, seja o pai, chefe, vizinho, amigo ou filho que você gostaria de ter. Liderança não é o que você faz, é o que você é. Liderança tem a ver com caráter: 99% das falhas de liderança são falhas de caráter. E o que é caráter? È o compromisso de fazer o melhor, mesmo quando você não deseja. Faça desse compromisso uma rotina.

Todos têm potencial para ser líder, considerando que liderança é influência, todos podem ser líderes, porque todos podem influenciar pessoas. A diferença é que cada um tem uma responsabilidade diferente. A pergunta certa, portanto, não é se você pode ser líder. É como se tornar um líder eficiente naquilo que você faz, como ser um líder cada vez melhor. Para isso é necessário que você adote para sua vida profissional, e até mesmo pessoal algumas características como:
Compromisso com o que faz e com a equipe que comanda;
Ser um líder bom, não um líder bonzinho, o desafio é fazer o que as pessoas precisam que você faça, e não o que elas querem que você faça. Às vezes isso significa bater, às vezes abraçar;
Liderar com amor, ser imparcial com os membros da equipe, não é necessário gostar da pessoa, mas como sou líder, tenho de amá-la. Tenho de querer que você seja o melhor que você pode ser e ajudá-lo a fazer isso. Tenho que ouvi-lo, respeitá-lo, inspirá-lo a agir... O conceito de amor, aqui, significa o que você faz, não o que você sente;
Estar disposto e aberto às mudanças, você tem de ser a mudança que você quer ver nos outros.

Saiba que tipo de líder você deve ser

As empresas deveriam olhar para seu negócio e se perguntar: de que tipo de líder eu preciso? Alguns líderes podem ser extremamente criativos e inovadores, mas não tão bons quando cobrados exclusivamente em termos de resultados. Outros podem ser ótimos em fase de mudança, mas não tão eficientes em tempos de calmaria. Não existe uma pessoa boa em todos os aspectos e situações. Isso é um fato. Imagine, por exemplo, o que aconteceria se colocássemos Jeff Bezos, CEO do Amazon.com, para comandar a Microsoft? Provavelmente não daria tão certo porque são companhias com perfis e necessidades totalmente diferentes. Sua missão é descobrir que tipo de líder a empresa em que você trabalha está procurando. Faça as seguintes perguntas: eu conheço a estratégia do negócio? Que capacidade devo ter para desempenhar um papel de liderança nessa organização? Às vezes, você não está sendo bem aproveitado porque seu perfil não tem nada a ver com o da companhia em que trabalha.

A Liderança na empresa

Para a Fundação Dom Cabral que pesquisou como as organizações vêm trabalhando a formação de líderes e qual o impacto disso em seus resultados, o estudo que foi feito pelo Núcleo de Desenvolvimento de Liderança, sob a coordenação do professor Leo Bruno, e apresentado no Fórum Internacional da Liderança, realizado em São Paulo, serviu para chegar as seguintes conclusões sobre o ganho alcançado pelas empresas relacionado ao assunto de desenvolvimento da liderança.

Qual o Impacto dos programas de desenvolvimento da liderança na empresa?
Melhoria de produtividade - 87%
Melhoria do clima - 79%
Redução de custos - 74%
Melhoria da imagem externa - 56%
Melhoria na rentabilidade - 57%
Maior geração de inovações - 56%
Aumento da receita - 50%
Outros - 8%

Estes dados demonstram claramente que o retorno obtido com a capacitação da liderança nas empresas é bastante expressivo, e favorecem tanto o profissional treinado, como os membros das equipes em geral, e principalmente os indicadores da saúde das empresas.

Após analisar todas as afirmações, conceitos, ditos, lendas e conselhos que rodam o ato de liderar, a primeira conclusão é que você não precisa ser um super-homem para ser um líder, mas está bem próximo disto, a única coisa que você não precisa aparentemente é de todo aquele arsenal de super-força, raio nos olhos, super-sopro, etc..., mas com certeza de todo o resto irá precisar se quiser ser realmente um líder eficiente. Mas você achava que ser líder é uma tarefa fácil, que é só desfrutar dos benefícios de seu cargo, ou de sua posição na empresa? Observamos que não é nada disso, e sim, uma profunda doação do seu tempo, de seus princípios, de seus conhecimentos, de sua história de vida.

E como é observado em alguns relatos, às vezes nem precisamos de um cargo ou posição importante na empresa para exercemos a posição de líder, que como foi dito, liderança é influência, e a habilidade de inspirar as pessoas a agir, procurar fazer o que é certo, indiferente se for para benefício próprio ou não. Não é qualquer um que pode se aventurar por este vasto campo de relacionamento com o próximo, agravado pelas relações hierárquicas impostas e existentes nas empresas.

O primeiro atributo indispensável para um bom líder é conhecer profundamente a si mesmo, saber suas limitações, suas qualidades, suas aspirações, suas necessidades básicas. Pois somente sendo um ótimo conhecedor de si mesmo, é que irá adquirir condições de evoluir quando necessário, condições para reagir da melhor maneira possível às inúmeras adversidades que encontrará pelo caminho, e saberá colher os frutos de suas vitórias sem perder o foco em servir ao invés de ser servido.

O maior exemplo de liderança foi dado por Jesus Cristo, que por sinal é cultuado 2.000 anos após sua passagem pela terra. O conselho para as pessoas que exercem alguma liderança nas organizações que trabalham, é dominar os códigos da inteligência, conforme mostra o livro “O código da inteligência” de CURY, pois fazendo isto estarão bem próximos de serem pessoas que serão vistas como exemplo, e que naturalmente irão arrebanhar seguidores por onde passem.

Só para aguçar o interesse, seguem os oito códigos da inteligência que devem ser dominados por pessoas que querem ser ótimos conhecedores de si mesmo e consequentemente, ótimos entendedores dos outros. São:
O código do Eu como gestor do intelecto;
Código da Autocrítica – pensar nas consequências dos comportamentos;
Código da Psicoadaptação ou da Resiliência – capacidade de sobreviver às intempéries da existência;
Código do Altruísmo – capacidade de se colocar no lugar dos outros;
Código do debate de ideias;
Código do carisma;
Código da Intuição Criativa;
Código do Eu como gestor da emoção.

Para um líder é necessário até mesmo saber identificar não só a linguagem falada, ou escrita, como também uma linguagem que é muito adotada pelas pessoas de modo em geral, que é a linguagem corporal, pois não é dito que um gesto vale mais do que mil palavras.

E que deve estar sempre atendo em controlar sua força de aplicar seu poder, pois seguidores só irão atrás de seu líder se forem cativados pelo amor e pelo estilo de sua liderança, nunca por imposições e ordens unilaterais.
Então, não tema nada há na sua busca de se tornar um bom líder, há não ser você mesmo, pois somente superando seus preconceitos e suas limitações, estudando e aperfeiçoando-se continuamente, sendo humilde e simples, correto e com caráter inabalável, é que será um líder eficaz para sua equipe, ou seja, em se tratando de liderança, o limite para se alcançar o estilo de liderança perfeito para você no âmbito de sua empresa é você mesmo, nada mais, pois não existe fórmula matemática ou mágica que irá lhe tornar um bom  líder, apenas trabalho e esforço, muito esforço.

 

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