Avaliação do Usuário: 4 / 5

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela inativa
 

 

Cinco assassinos corporativos. Como morre uma empresa?

 

 

Se ela for familiar, os problemas decorrentes da sucessão do líder estão entre as razões de óbito mais comuns. Isso porque o custo da sucessão mal gerenciada tende a ser desastroso para a empresa, os funcionários, os clientes e os proprietários, bem como para a família e os familiares que trabalham no negócio.
E o pior: embora uma sucessão ineficaz possa ter motivos alheios ao controle da família, como a morte súbita do fundador, ela geralmente é causada por variáveis que a família pode antecipar e administrar.
É fundamental que o processo sucessório vá além da preparação de gestores e líderes, sejam eles familiares ou profissionais do mercado; exige o apoio e a preparação dos proprietários e também de todos os familiares.
Muito pode sair errado nessas transições, levando à morte da empresa, mas há cinco principais “causas mortis”, todas ligadas à sucessão:
1. Ninguém da família está interessado e/ou qualificado para liderar os negócios. A falta de interesse em ser o executivo principal ou liderar como membro do conselho ou proprietário pode surgir porque a família não se planejou para a geração seguinte, os jovens não tiveram experiências positivas com a companhia, não há oportunidades atraentes na empresa em comparação com o que o mercado oferece ou existe tensão nas relações familiares.
O déficit de profissionais qualificados pode igualmente decorrer da falta de planejamento, bem como da inexistência de experiências significativas que desenvolvam e preparem os familiares para trabalhar duro, assumir riscos e aprender sobre negócios. Outros erros comuns são não atribuir aos futuros líderes responsabilidades desafiadoras o suficiente e não ter um plano B, que nesse caso seria um líder não familiar preparado para assumir. Às vezes, a família precisa esperar uma geração inteira passar ou ser paciente e aguardar que um novo líder –interessado e preparado– surja em seu seio.
2. Escolha do líder errado ou modelo de liderança errado. A escolha do líder deve levar em conta não apenas as habilidades de gestão, liderança e governança, mas também o apoio efetivo da família, de modo que a sucessão não produza conflitos que se asseverem após a posse do novo líder. Além disso, o modelo de liderança precisa ser adequado à família e à empresa.
3. Falhas na seleção e preparo de novos proprietários*. *Nunca se deve passar a propriedade para alguém que não esteja interessado no negócio e que não se dará bem com outros proprietários e o novo líder da empresa.
A propriedade de um negócio familiar é um trabalho que requer qualificação, e não um direito adquirido com o nascimento, e, portanto, os donos têm de ser escolhidos com o mesmo cuidado com que se seleciona um CEO. Adicionalmente, a estrutura de governança deve ser adequada (acordos, políticas, planos e fóruns de discussão), para que os proprietários possam discutir, decidir e gerir conflitos de maneira eficaz.
4.Demora do líder atual em deixar o poder. Por melhor que seja, o líder deve passar o bastão não quando estiver pronto para sair, mas quando seu sucessor estiver pronto para liderar. Isso acontece quando o sucessor tem cerca de 40 anos e não aceita mais adiamentos, sob pena de sua motivação declinar.
No entanto, se a sucessão for conduzida nesse momento, isso significa que o líder de saída ainda está forte e capaz, talvez antes mesmo de atingir seu auge. Dessa maneira, ele pode assumir um papel que ofereça grande valor estratégico para a companhia e que também, estou certo, lhe trará muita satisfação.
Contudo, deixar a posição de CEO nesse estágio pode ser um sacrifício e tanto. Os líderes que o fazem têm toda admiração.
5. A empresa não está pronta para o futuro. É preciso reinvestir, diversificar e aumentar a riqueza antes que o negócio atinja a maturidade, e a sucessão descarrilará se o negócio não estiver em boa situação competitiva.
Como evitar o crime?
Vamos ver se você entendeu bem o que propomos e/ou se é um bom detetive. Pense nessa história real, deixando anônimos os personagens. Dois irmãos herdam a empresa do pai, falecido, cada um com uma participação de 49% (e 2% das ações ficam com sua mãe). Nunca se deram bem e brigam até o valor do negócio evaporar e a empresa ter de encerrar as atividades, em vez de um comprar a parte do outro ou de ambos venderem a companhia.
Quem é o assassino? O pai, que fez esse testamento? A mãe, que não conseguiu apaziguar os ânimos e resolver as disputas entre os filhos, nem convencer um deles a vender sua parte ao outro ou ambos a vender a empresa antes que fosse tarde? Os irmãos, que nunca se deram bem? Seguindo nosso raciocínio, o crime poderia ter sido evitado se não houvesse chance para o assassino de número 2 agir: o modelo de liderança errado, o que foi uma decisão do pai e, talvez, até um consenso da família.
Compreender o que pode fazer a sucessão de poder de uma empresa familiar sair dos trilhos torna os acionistas mais aptos a evitar a morte prematura de seu negócio, pois, assim, eles se preparam para enfrentar esses desafios.
Uma organização bem liderada, apoiada por proprietários capazes e unidos, membros de uma família construtiva, que tenha visão de sucesso de longo prazo, ou seja, uma empresa preparada para o futuro, permanecerá nos trilhos certos.

Finance365 traz ao mercado, uma nova mentalidade sobre Governança e Gestão Empresarial. Nossa meta é apresentar aos clientes como aumentar seus lucros através de boas práticas na Governança Corporativa, com crescimento sustentável.

Atendimento Especializado

Miramar, Flórida, USA

Alphaville - Barueri

Email: contato@finance365.net.br

Fax: +55 11 2680-5094

Webistewww.finance365.net.br

Depoimentos


"Ficamos surpreendidos positivamente com a qualidade das respostas, vale a pena !"
Cleber Oliveira - Advanced Consultores
"Deixe seus comentários sobre o uso de nossa aplicação."
Administração - Gestão Canal da Governança
"Governança está nos apoiando a ver o negócio de outra forma, mais racional e objetiva."
Moacir F Teixeira - ECOAGRO