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Você já parou para pensar no número de mudanças (culturais, tecnológicas, políticas, econômicas, etc) que estão ocorrendo em sua volta neste exato momento? De uma maneira geral, é comum associarmos as mudanças significativas ao resultado de projetos bem sucedidos. Como consequência, gerenciar projetos de forma eficiente nessa era de grandes mudanças é um dos grandes desafios do executivo dos tempos modernos. As mudanças são uma constante. Com o advento da globalização, a evolução dos meios de comunicação aliados ao progresso dos recursos de informática, impuseram uma dinâmica de aceleração progressiva aos processos de mudança em geral. Este fenômeno tem feito com que cada vez mais as empresas procurem buscar o estado de excelência nas suas atividades, sejam elas em relação a um determinado produto ou serviço. Segundo Stalk e Houl, a década de 80 foi considerada a década da qualidade, e a de 90 a década da responsividade (no sentido da resposta rápida ao mercado e no atendimento aos clientes). Para Gates, as empresas devem possuir um mecanismo de resposta rápida às mudanças, semelhante à capacidade do corpo humano em reagir de maneira automática aos estímulos do meio exterior. Porém, apenas responder de forma rápida a um estímulo não atende mais a todas as necessidades dos mercados; é preciso ser proativo. Estamos na era da Proatividade, onde levam vantagem aqueles que conseguem se antecipar às mudanças.
Os projetos estão presentes na maioria das empresas
Um projeto é tecnicamente definido como um esforço temporário (possui data de início e de término) que tem por finalidade produzir um bem (produto ou serviço) com características próprias que o diferenciam de outros que, eventualmente, já tenham sido produzidos. Mesmo as empresas que exercem atividades consideradas essencialmente rotineiras podem, eventualmente, se ver diante da necessidade de execução de projetos, pois a maioria dos produtos ou serviços considerados rotineiros são o resultado de projetos bem sucedidos. Os projetos muitas vezes ocorrem em conjunto com as atividades rotineiras. Consideremos, por exemplo, uma editora que publica semanalmente uma revista. Apesar de existirem muitas rotinas ligadas à publicação propriamente dita, cada revista é um projeto em si, pois produz um resultado único e com um prazo a ser concluído.
Existem ainda empresas que realizam operações rotineiras (mineração, produção de energia, etc), mas que possuem em sua estrutura departamentos voltados para a realização de projetos. E por último, existem as empresas cuja sobrevivência depende predominantemente de projetos (produção de software, construção, etc). Ao mesmo tempo em que a globalização torna os mercados mais competitivos, o cliente moderno passa a ter mais opções e a ser mais exigente.
É preciso que as empresas se adaptem a este novo cenário, de forma a cada vez mais oferecerem produtos com maior qualidade e a preços mais competitivos. Dentre as medidas que podem ser tomadas para alcançar este objetivo, encontra-se a prática de gerenciar projetos de uma forma mais profissional e planejada. E para auxiliar os gerentes nesta prática, uma nova disciplina está em ascensão: o Gerenciamento de Projetos. Com as constantes fusões e aquisições de empresas no atual mundo globalizado, o gerenciamento de projetos multinacionais será um dos grandes desafios da próxima década.
O que é gerenciamento de projetos? O Gerenciamento de Projetos surgiu como ciência no início da década de sessenta, mas foi a partir da criação do PMI (Project Management Institute) em 1969, que a sua disseminação ocorreu com maior intensidade. O PMI é uma associação sem fins lucrativos, cujo principal objetivo é difundir a gestão de projetos no mundo, de forma a promover ética e profissionalismo no exercício desta atividade. Em 1987, o PMI produziu a primeira versão do PMBOK (Project Management Body of Knowledge), o qual fornece uma referência básica a nível de conhecimentos e práticas do gerenciamento de projetos, constituindo-se em um padrão mundial, aceito inclusive pela ANSI (American National Standart Institute). O PMBOK apresenta as práticas de gerenciamento de projetos divididas pelas seguintes áreas de conhecimento: escopo, prazo, custo, recursos humanos, comunicação, qualidade, contratação, riscos e integração. Nesta visão, os processos ocorrem dentro de cinco grupos básicos (iniciação, planejamento, execução, controle e finalização) e podem se sobrepor ou interagir entre si conforme a fase do projeto. Na definição do PMBOK, gerenciamento de projetos é “a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas para projetar atividades que visem a atingir ou exceder as necessidades e expectativas das partes envolvidas (stakeholders), com relação ao projeto”.
Para Vargas “o gerenciamento de projetos pode ser aplicado a qualquer situação onde exista um empreendimento que foge ao que é fixo e rotineiro na empresa (ad hoc)”. Segundo Prado , a boa prática do gerenciamento de projetos produz resultados expressivos para a sobrevivência e progresso das organizações. Dentre os mesmos, podem ser citados:


• Redução no custo e prazo de desenvolvimento de novos produtos;
• Aumento no tempo de vida dos novos produtos;
• Aumento de vendas e receita;
• Aumento do número de clientes e de sua satisfação;
• Aumento da chance de sucesso dos projetos.

Evoluções observadas nos últimos anosNa atualidade várias empresas já estão se dando conta da importância de gerenciar os seus projetos dentro das técnicas comprovadamente eficientes e, como consequência, as mesmas tem obtido resultados bastante expressivos nesta área. Para melhor exemplificarmos esta evolução, vamos considerar dois cenários revelados por uma pesquisa realizada pela consultoria The Standish Group, publicada no relatório CHAOS. Nesta pesquisa foram analisados cerca de 30.000 projetos de aplicações de Tecnologia da Informação em grandes empresas norte-americanas. O primeiro cenário mostra uma realidade de 1994, onde foram observadas as seguintes conclusões: 

• Somente 16% dos projetos foram entregues no tempo, custo e dentro das especificações previstos;
• 31% dos projetos foram cancelados ou faliram antes de serem completados;
• Os projetos excedem cerca de 189% do seu orçamento original e 222% do seu prazo inicialmente previsto.
O segundo cenário, resultante do relatório CHAOS de 2001, mostra a evolução do quadro anteriormente mencionado, conforme as conclusões abaixo:
• O percentual de projetos entregues dentro do tempo, custo e especificações previstos subiu para 28%; • O percentual de projetos cancelados ou falidos antes de serem completados caiu para 23%; • A extrapolação de orçamento caiu para 45% e a de prazo caiu para 63%;
Esta pesquisa aponta um relacionamento direto entre a utilização de técnicas de gerenciamento de projetos e o progresso observado nas estatísticas apresentadas. Embora saibamos que a realidade atual ainda não atende às expectativas dos clientes de maneira satisfatória, podemos observar que houve uma grande evolução em relação ao cenário de sete anos atrás. À proporção que mais empresas despertem para a necessidade de gerenciar seus projetos de maneira mais efetiva, a tendência deste panorama é evoluir em maiores proporções.


Alguns erros comuns verificados na atualidade
Dentre as técnicas de gerenciamento indicadas pelo PMI encontram-se desde as práticas mais conhecidas (tais como cronogramação e orçamentação) até as consideradas mais inovadoras (tais como análise de riscos e gerenciamento de conflitos). Você sabia, por exemplo, que na visão do moderno gerenciamento um risco pode oferecer uma oportunidade a uma empresa? Ou que um conflito pode ser considerado benéfico? Um erro comum associado ao gerenciamento de projetos diz respeito à falta de planejamento adequado, por parte dos gerentes. Neste particular merece destaque o gerenciamento de riscos. Segundo Gates , “grandes vitórias demandam grandes riscos”. Portanto, para que uma empresa possa galgar patamares elevados na constante disputa de mercados, torna-se por vezes necessário correr alguns riscos, porém de forma calculada. Para isso, é necessária uma análise aprofundada dos riscos associados aos projetos. Infelizmente esta não é uma prática comum na atualidade. Como consequência, muitas respostas de contingência para os riscos potenciais não são devidamente planejadas, fazendo com que os gerentes permaneçam gerenciando por “improvisos” (tecnicamente conhecidos como workarounds). Verzuh afirma que “toda gestão de projeto é um gerenciamento dos riscos”, alegando ainda que “o gerenciamento dos riscos é o trabalho principal de uma gestão de projetos”, baseado na visão em que as técnicas de gestão são também técnicas de prevenção de riscos (algumas reduzem o risco de atrasos; outras reduzem o risco de estourar o orçamento, etc). Na prática, os gerentes devem começar a identificar os riscos associados aos projetos desde a sua fase inicial. Mesmo procedimentos considerados básicos são, por vezes, deixados de lado pelos gerentes, tal como gerenciar projetos terceirizados sem o conhecimento detalhado de todas as cláusulas dos contratos que regem os mesmos. Outra carência bastante observada diz respeito à falta de uma rotina bem definida para o controle das mudanças; é comum alguns gerentes adotarem uma posição utópica em relação às mudanças, preferindo acreditar que o projeto “perfeito” é aquele que nunca muda. Na visão moderna, um dos papeis do gerente em relação às mudanças é agir proativamente sobre as mesmas, garantindo que estas sejam benéficas ao projeto. Em relação às empresas, muitos procedimentos considerados importantes também não são por vezes adotados. Dentre estes, podemos citar a falta de alocação do gerente ao projeto desde a fase de planejamento, bem como a inexistência de um mecanismo formal para delegar autoridade e responsabilidade ao mesmo (project charter).


Para Adams, o gerente do projeto é aquele que tem melhores condições de ver as necessidades do projeto aliadas às necessidades estratégicas da empresa (the big picture), e seu principal papel é o de integrador deste processo. Por isso, ele deve ser alocado o mais cedo possível ao projeto. Não é raro ocorrerem casos em que os gerentes são alocados aos projetos “herdando” planos de prazo, escopo e custo que não foram definidos por ele e nem pelos demais integrantes diretos da equipe do projeto. Outro procedimento útil ao gerenciamento de projetos e que por vezes não é observado diz respeito às empresas manterem uma base de dados constantemente atualizada sobre as empresas que lhes prestam serviço. Neste caso, a atualização dessa base de dados deve ser periodicamente enriquecida com as experiências dos gerentes nos projetos realizados (lessons learned). Hábitos igualmente importantes a serem cultivados são referentes a manter o cliente mais próximo durante a fase de planejamento e proporcionar um fluxo de comunicação eficiente entre todos os envolvidos no projeto (os stakeholders).
A não adoção de uma metodologia eficiente para medição da performance também pode constituir um grande problema, dependendo da complexidade do projeto. Neste particular, o PMI recomenda o método da análise do valor do trabalho realizado (earned value), onde são integradas informações de prazo, custo e escopo para gerar indicadores relativos à evolução do projeto. Muitas empresas costumam alocar e até promover seus empregados sem proporcionar-lhes o treinamento necessário para exercer uma determinada função, acreditando que apenas o seu bom desempenho anterior em uma determinada área de atuação necessariamente irá levar ao bom desempenho em outra. Este fenômeno é popularmente conhecido como estereotipação (hallo effect), e é um dos responsáveis pelo fracasso de profissionais no desempenho da função.


Para uma adoção correta das práticas gerenciais recomendadas pelo PMI torna-se necessária a utilização de uma premissa bastante conhecida: o treinamento dos empregados. Para o PMI , o cuidado com as necessidades de treinamento dos empregados deve ser levado em conta ao longo de todo o projeto. Gerenciar projetos com eficiência constitui-se não apenas em um grande desafio na atualidade, mas é inclusive um fator critico tanto para o sucesso, como também para a sobrevivência das empresas. Nos últimos anos, algumas empresas (tais como as de produção de software) têm despertado para a importância de gerenciar seus projetos de maneira mais eficiente e, como consequência, as mesmas tem observado sensíveis melhoras no seu desempenho. Mas esta ainda não é uma necessidade largamente difundida e, devido a isso, o panorama atual relacionado ao sucesso dos projetos ainda não se apresenta dentro de uma faixa considerada satisfatória pelos clientes. O gerenciamento não deve ser praticado de maneira arbitrária, mas conforme técnicas reconhecidamente eficientes, onde destacam-se as recomendações do PMI . Contudo, para colher os benefícios esperados, deve haver a conscientização das empresas em adotar o gerenciamento de projetos como uma metodologia na qual os seus gerentes devem ser devidamente treinados, de forma a agregar valor às experiências individuais dos mesmos. A sua implantação deve ser realizada de forma sistemática, para que os seus princípios possam ser colocados em prática da maneira mais adequada às necessidades das empresas.
Fonte: Pesquisa na internet

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